Professor da Universidade da Califórnia em Berkeley e autor do livro Why We Sleep (“Por Que Nós Dormimos”), Walker afirma que a privação de sono se tornou uma “crise invisível” da sociedade moderna. Segundo ele, hábitos cada vez mais comuns — como excesso de trabalho, uso constante de telas e rotina acelerada — vêm reduzindo a qualidade do descanso da população.
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Especialistas alertam que noites mal dormidas podem aumentar riscos de doenças graves
DA REDAÇÃO
Pesquisas recentes sobre qualidade do sono vêm reforçando um alerta importante para a saúde pública: dormir mal de forma frequente pode estar diretamente associado ao aumento do risco de doenças graves físicas e mentais. Um dos principais nomes nessa área é o neurocientista britânico Matthew Walker, reconhecido internacionalmente por estudos sobre os impactos do sono no funcionamento do cérebro e do organismo.
Professor da Universidade da Califórnia em Berkeley e autor do livro Why We Sleep (“Por Que Nós Dormimos”), Walker afirma que a privação de sono se tornou uma “crise invisível” da sociedade moderna. Segundo ele, hábitos cada vez mais comuns — como excesso de trabalho, uso constante de telas e rotina acelerada — vêm reduzindo a qualidade do descanso da população.
De acordo com estudos citados pelo especialista, dormir poucas horas ou ter sono de má qualidade por períodos prolongados pode contribuir para o desenvolvimento de doenças como Alzheimer, arteriosclerose, derrame, insuficiência cardíaca, obesidade, depressão e ansiedade.
Uma das principais descobertas destacadas pelas pesquisas envolve a relação entre o sono profundo e a saúde cerebral. Cientistas afirmam que, durante o descanso, o cérebro ativa mecanismos naturais de limpeza que ajudam a remover proteínas tóxicas acumuladas ao longo do dia. Entre elas está a beta-amiloide, substância associada ao desenvolvimento da doença de Alzheimer.
Além dos impactos neurológicos, especialistas alertam que a falta de sono também pode afetar o sistema imunológico, aumentar os níveis de estresse, elevar a pressão arterial e prejudicar o equilíbrio hormonal, favorecendo ganho de peso e problemas cardiovasculares.
Apesar dos alertas, pesquisadores ressaltam que o sono não é o único fator relacionado a essas doenças. Questões genéticas, alimentação inadequada, sedentarismo, consumo de álcool, tabagismo e estresse também desempenham papel importante no desenvolvimento de diversos problemas de saúde.
Especialistas recomendam algumas medidas simples para melhorar a qualidade do sono, como manter horários regulares para dormir, evitar o uso de celulares e computadores antes de deitar, reduzir o consumo de cafeína no período da noite e criar um ambiente silencioso e escuro para descansar.
Segundo Matthew Walker, priorizar o sono não deve ser visto como luxo, mas como uma necessidade biológica essencial para preservar a saúde física, emocional e cognitiva ao longo da vida.
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