Uma entrevista que deveria representar o último passo para a obtenção da residência permanente nos Estados Unidos terminou de forma inesperada para uma família de Illinois. Airida Gould, imigrante de origem lituana e casada há mais de dez anos com um veterano do Exército americano, foi presa por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) logo após comparecer a uma reunião no Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS).
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Esposa de veterano do Exército é detida pelo ICE durante processo de regularização e acaba deportada
Uma entrevista que deveria representar o último passo para a obtenção da residência permanente nos Estados Unidos terminou de forma inesperada para uma família de Illinois. Airida Gould, imigrante de origem lituana e casada há mais de dez anos com um veterano do Exército americano, foi presa por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) logo após comparecer a uma reunião no Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS).
Segundo o marido, Mark Gould, o casal acreditava que o processo caminhava para um desfecho positivo. Naquele mesmo dia, a petição baseada no casamento havia sido aprovada pelo USCIS, confirmando oficialmente a validade da união. Pouco tempo depois, porém, Airida foi abordada por agentes de imigração, algemada e levada sob custódia.
A prisão ocorreu porque havia contra ela uma ordem de deportação emitida em 2009. De acordo com a família, a medida foi determinada após Airida não comparecer a uma audiência de imigração, situação que, segundo o marido, aconteceu porque ela ficou presa em um congestionamento causado por obras na estrada. Ele afirma que o caso nunca chegou a ser analisado em relação ao seu mérito.
Após ser detida, Airida passou por diferentes centros de custódia antes de ser transferida para uma unidade no estado do Kentucky. Em declarações à emissora ABC7, ela relatou que enfrentou condições precárias durante o período de detenção, afirmando que alguns locais ofereciam tratamento inadequado aos imigrantes. Segundo ela, na unidade onde estava por último, os detentos tinham acesso ao ar livre apenas durante uma hora, três vezes por semana.
Na terça-feira, Mark Gould informou por meio da página “Bring Airida Home”, criada para mobilizar apoio ao caso, que a esposa seria deportada para a Europa. Ele contou que recebeu autorização apenas para entregar seus pertences pessoais antes da remoção, sem a oportunidade de encontrá-la ou se despedir.
Airida vive nos Estados Unidos desde o ano 2000 e é mãe de três filhos nascidos no país, hoje com 23, 20 e 17 anos. Registros judiciais mostram apenas uma infração de trânsito em seu histórico, aplicada em 2017.
O caso ganhou repercussão nacional por envolver uma pessoa casada com um cidadão americano e veterano das Forças Armadas que buscava regularizar sua situação migratória por meio do casamento. A situação também reacendeu o debate sobre a execução de antigas ordens de deportação durante processos de imigração, especialmente em casos envolvendo famílias estabelecidas há muitos anos nos Estados Unidos.
Dados do Departamento de Segurança Interna (DHS) indicam que, somente no ano fiscal de 2024, aproximadamente 343 mil cônjuges de cidadãos americanos obtiveram o green card, número que representa cerca de metade das residências permanentes concedidas a parentes imediatos de cidadãos dos Estados Unidos. No total, mais de 1,3 milhão de pessoas receberam residência permanente legal no país durante o mesmo período.
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