O brasileiro Vitor Francisco Gomes, de 28 anos, acusado de assassinar brutalmente dois jovens em Fall River, Massachusetts, continuará preso sem direito à fiança enquanto aguarda o andamento do processo. O caso, que chocou a comunidade brasileira e foi classificado pela Promotoria como um dos crimes mais violentos já registrados na região, teve uma nova audiência realizada nesta semana.
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Família de vítimas de homicídio em Fall River diz que brasileiro “deve sofrer” na cadeia
O brasileiro Vitor Francisco Gomes, de 28 anos, acusado de assassinar brutalmente dois jovens em Fall River, Massachusetts, continuará preso sem direito à fiança enquanto aguarda o andamento do processo. O caso, que chocou a comunidade brasileira e foi classificado pela Promotoria como um dos crimes mais violentos já registrados na região, teve uma nova audiência realizada nesta semana.
Vitor é acusado de matar Pablo Henrique Rocha-Dasilva, de 20 anos, morador de Whitman, e Eduardo Cardosa DaSilva, de 19 anos, residente em Fall River. O crime aconteceu na noite de 10 de junho, na Aetna Street, no South End da cidade.
Durante a audiência, realizada no Tribunal Distrital de Fall River, o acusado não compareceu. A defesa informou que ainda aguarda a entrega de provas por parte da promotoria e que o caso deverá ser encaminhado ao Tribunal Superior, devido à gravidade das acusações. Uma nova audiência foi marcada para o dia 12 de agosto.
Familiares pedem justiça
Do lado de fora do tribunal, familiares e amigos das vítimas realizaram uma manifestação silenciosa com cartazes pedindo justiça. Um deles trazia a mensagem: “Todos os culpados devem pagar.”
A namorada de Eduardo, Marley Almeida, segurava um cartaz em português com a frase “Justiça para o meu namorado”. Em entrevista à imprensa local, ela afirmou que a família quer que o acusado permaneça preso e responda pelos crimes.
Marley disse que ainda tenta compreender o que levou à tragédia. Segundo ela, os jovens participavam de uma espécie de treino informal de boxe quando a situação teria saído do controle.
Ela também informou que Pablo foi cremado, enquanto Eduardo teve o corpo levado para o Brasil, onde foi sepultado.
Apesar de Massachusetts não adotar a pena de morte, Marley afirmou que a família deseja que o acusado enfrente as consequências de seus atos. Segundo ela, a prisão é apenas o início do processo de responsabilização.
Crime foi descrito como “mais brutal já visto”
De acordo com a Promotoria do Condado de Bristol, o episódio foi um dos atos de violência mais brutais já presenciados pelo promotor Thomas Quinn III.
Os investigadores afirmam que uma discussão entre Vitor Gomes e Eduardo DaSilva teria se intensificado. O acusado teria deixado o local e retornado armado.
Segundo a acusação, Pablo e Eduardo tentavam deixar a área em um veículo quando Vitor se aproximou e disparou várias vezes contra Pablo, que ocupava o banco do motorista. Em seguida, Eduardo tentou fugir, mas foi perseguido.
Os promotores afirmam que Eduardo foi encontrado morto após ser baleado e sofrer um ataque extremamente violento, enquanto Pablo teria sido retirado do carro, arrastado até a calçada e agredido repetidamente com a arma e uma pedra retirada de uma residência próxima.
Após o crime, Vitor Gomes foi localizado pela polícia usando roupas com manchas de sangue e portando uma arma de fogo e munições.
Defesa alega legítima defesa
O advogado de defesa, Kenneth Van Cole, sustenta que o caso é mais complexo do que a versão apresentada pela promotoria. Segundo ele, os envolvidos participavam de uma luta informal quando houve uma escalada da violência.
A defesa afirma ainda que as vítimas teriam ameaçado matar Vitor Gomes e integrantes de sua família, alegando que o episódio deve ser analisado sob a perspectiva de legítima defesa. A versão, no entanto, é contestada pela acusação e será analisada ao longo do processo judicial.
Se condenado pelas duas acusações de homicídio, Vitor Francisco Gomes poderá enfrentar prisão perpétua, conforme prevê a legislação de Massachusetts.
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