Em nota oficial divulgada nesta terça-feira, a governadora afirmou que as mudanças promovidas pelo governo federal colocam em risco a saúde infantil.
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Governadora de Massachusetts condena recuo do CDC em vacinas infantis e reafirma compromisso com ciência
Da redação
A governadora de Massachusetts, Maura Healey, criticou duramente a decisão dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) de reduzir de forma significativa o número de vacinas recomendadas de rotina para crianças nos Estados Unidos. Segundo Healey, apesar do recuo federal, o estado manterá todas as recomendações baseadas em evidências científicas e continuará garantindo acesso amplo e facilitado às vacinas para famílias e crianças.
Em nota oficial divulgada nesta terça-feira, a governadora afirmou que as mudanças promovidas pelo governo federal colocam em risco a saúde infantil. “O presidente Donald Trump e o secretário Kennedy estão, mais uma vez, colocando em risco a saúde e o bem-estar das nossas crianças. Estão abandonando recomendações de vacinas que, por décadas, provaram ser seguras e eficazes”, declarou. Healey reforçou que, em Massachusetts, as políticas de imunização seguirão fundamentadas em ciência, dados e evidências consolidadas.
O comissário de Saúde Pública do estado, Robbie Goldstein, MD, PhD, também classificou a decisão do CDC como “imprudente e profundamente perigosa”. Segundo ele, a mudança ignora décadas de ciência rigorosa e substitui orientações claras por incerteza e confusão. Goldstein alertou que o recuo ocorre em um momento crítico, marcado por surtos de sarampo, recrudescimento da coqueluche e uma temporada de gripe que já resultou na morte de crianças em Massachusetts. “Essa ação federal coloca famílias em uma posição impossível e expõe bebês, crianças e comunidades inteiras a riscos desnecessários”, afirmou.
Historicamente, o calendário de imunização infantil do CDC recomendava 17 vacinas de rotina, definidas a partir de análises científicas, dados epidemiológicos, riscos específicos de doenças e necessidades de saúde pública da população norte-americana. Com a nova orientação, deixam de ser recomendadas de forma rotineira vacinas contra hepatite A, hepatite B, rotavírus, influenza (gripe), COVID-19 e doença meningocócica. Esses imunizantes passam a ser indicados apenas mediante “decisão clínica compartilhada” entre famílias e profissionais de saúde. A vacina contra o vírus sincicial respiratório (RSV) também deixa de ser recomendada de forma ampla, permanecendo restrita a grupos considerados de alto risco.
Diante desse cenário, Healey destacou que o estado adotou medidas concretas para proteger sua política de imunização. No ano passado, ela sancionou uma lei que concede ao Departamento de Saúde Pública de Massachusetts (DPH) autoridade para estabelecer padrões próprios de recomendação de vacinas, independentemente das diretrizes federais. Com isso, o DPH pode definir calendários de imunização e requisitos específicos, inclusive no âmbito do Programa de Vacinação Infantil.
Além disso, Massachusetts integra uma coalizão bipartidária de departamentos de saúde estaduais e municipais, criada para coordenar recomendações de vacinas e reforçar a proteção da saúde pública frente a decisões federais consideradas controversas. Segundo o governo estadual, a prioridade seguirá sendo garantir que todas as crianças tenham acesso às vacinas necessárias para prevenir doenças evitáveis e proteger a saúde coletiva.
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