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Revista Brazilian Times # 84
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Gremista cruza as Américas de Fusca para acompanhar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo nos Estados Unidos

A paixão pelo futebol levou um torcedor gaúcho a transformar a Copa do Mundo em uma aventura sobre rodas. Guilherme Martin Nunes, torcedor do Grêmio, saiu de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a bordo de um Fusca azul e percorreu mais de 20 mil quilômetros até chegar aos Estados Unidos para acompanhar de perto os jogos da Seleção Brasileira.

A paixão pelo futebol levou um torcedor gaúcho a transformar a Copa do Mundo em uma aventura sobre rodas. Guilherme Martin Nunes, torcedor do Grêmio, saiu de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a bordo de um Fusca azul e percorreu mais de 20 mil quilômetros até chegar aos Estados Unidos para acompanhar de perto os jogos da Seleção Brasileira.

O projeto, batizado de “Até de Fusca Nós Iremos”, nasceu da relação de Guilherme com o Grêmio e ganhou proporções ainda maiores com a Copa. Antes de mirar o Mundial, ele já havia viajado por diferentes estados brasileiros e países da América do Sul para acompanhar partidas do clube gaúcho em competições nacionais e internacionais.

Na nova etapa da aventura, o torcedor deixou o Brasil no início de março e cruzou as Américas por terra. Ao longo do caminho, passou por vários países, enfrentou longas estradas, fronteiras, mudanças climáticas e problemas mecânicos comuns a um carro antigo. O Fusca usado na viagem tem mais de cinco décadas de história e precisou de paradas para manutenção durante o percurso.

A chegada aos Estados Unidos chamou atenção de brasileiros e curiosos. Em Nova York, o Fusca azul com símbolos do Grêmio virou atração em pontos conhecidos da cidade, como Manhattan e a região próxima ao Rockefeller Center. O veículo também funciona como casa improvisada:

Guilherme adaptou o interior do carro para dormir durante a viagem e carregar itens básicos para a rotina na estrada.

Além da cama montada dentro do automóvel, o torcedor também adaptou espaço para levar alimentos e equipamentos. Como bom gaúcho, incluiu até uma pequena churrasqueira, mantendo viva a tradição do churrasco mesmo longe de casa.

A jornada também representa uma mistura de devoção esportiva, espírito aventureiro e identidade regional. Guilherme carrega no Fusca as cores do Grêmio, mas nos Estados Unidos passou a viver também a expectativa dos torcedores brasileiros durante a Copa do Mundo.

Depois de chegar à região de Nova York e Nova Jersey, onde acompanhou a estreia do Brasil, o plano do gremista era seguir viagem para outras cidades-sede, incluindo Filadélfia e Miami, conforme o calendário da Seleção Brasileira na fase de grupos.

A história ganhou repercussão porque une elementos que fazem parte da memória afetiva de muitos brasileiros: futebol, estrada, improviso, superação e o Fusca, um dos carros mais populares da história do país.

Mais do que uma viagem para assistir a jogos, a aventura de Guilherme Martin Nunes se tornou um retrato da paixão do torcedor brasileiro, capaz de atravessar fronteiras e transformar uma Copa do Mundo em uma jornada inesquecível.

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