A prefeita de Boston, Michelle Wu, passou a ser alvo de críticas de uma organização católica após defender o financiamento de cuidados de afirmação de gênero para jovens durante uma cerimônia de hasteamento da bandeira do Orgulho LGBTQ+, realizada em 1º de junho. As declarações ganharam repercussão nacional depois de serem compartilhadas por influenciadores conservadores nas redes sociais.
Publicidade
Publicidade
Grupo católico critica Michelle Wu após declarações sobre cuidados de afirmação de gênero
A prefeita de Boston, Michelle Wu, passou a ser alvo de críticas de uma organização católica após defender o financiamento de cuidados de afirmação de gênero para jovens durante uma cerimônia de hasteamento da bandeira do Orgulho LGBTQ+, realizada em 1º de junho. As declarações ganharam repercussão nacional depois de serem compartilhadas por influenciadores conservadores nas redes sociais.
Durante o evento realizado na Prefeitura de Boston, Wu afirmou que a administração do presidente Donald Trump estaria priorizando a reforma do salão de baile da Casa Branca em vez de investir em tratamentos de afirmação de gênero que, segundo ela, “salvam vidas de jovens”. A prefeita também criticou a política migratória do governo federal e acusou a administração de perseguir imigrantes que cumprem a lei, além de desconsiderar militares transgêneros.
O vídeo do discurso foi divulgado pela conta conservadora Libs of TikTok, que acusou a prefeita de defender o financiamento de cirurgias de redesignação sexual e conteúdos considerados inadequados para crianças. A publicação teve ampla repercussão nas redes sociais durante o fim de semana.
A reação mais contundente veio da Catholic Action League of Massachusetts. Em nota, o diretor-executivo da entidade, C.J. Doyle, classificou as declarações da prefeita como uma defesa do que chamou de “abuso infantil”. Segundo ele, o termo “cuidados de afirmação de gênero” seria um eufemismo utilizado para descrever intervenções médicas em menores de idade.
Doyle também questionou a capacidade de adolescentes tomarem decisões permanentes relacionadas à identidade de gênero, argumentando que o próprio sistema de justiça reconhece que o desenvolvimento cerebral não está completamente concluído até o início da vida adulta.
O debate ocorre em meio a uma crescente divisão política e social nos Estados Unidos sobre tratamentos de afirmação de gênero para menores. Mais de 20 estados já aprovaram restrições ao acesso de adolescentes a bloqueadores da puberdade, terapias hormonais e determinados procedimentos médicos relacionados à transição de gênero.
Em Massachusetts, esses tratamentos continuam permitidos. Em muitos casos, o consentimento dos pais é exigido para pacientes menores de 18 anos. No entanto, diretrizes estaduais permitem que profissionais de saúde avaliem situações específicas em que o adolescente seja considerado suficientemente maduro para participar das decisões médicas.
A administração municipal não informou quais faixas etárias estavam incluídas na expressão “jovens” utilizada pela prefeita nem detalhou quais tipos de tratamentos eram defendidos em seu discurso.
A discussão também se intensificou nas redes sociais, onde críticos questionaram o uso de recursos públicos para financiar esses procedimentos. Ao mesmo tempo, defensores dos cuidados de afirmação de gênero afirmam que o acesso ao tratamento pode contribuir para a redução do sofrimento psicológico e do risco de suicídio entre jovens com disforia de gênero.
Até o momento, Michelle Wu não comentou publicamente as críticas feitas pela Catholic Action League of Massachusetts.
Publicidade




