O Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE) registrou em junho o maior número de prisões de imigrantes desde o início do atual governo do presidente Donald Trump. Dados oficiais analisados pelo jornal The Guardian apontam que 43.138 pessoas foram detidas no período, refletindo a intensificação das ações de fiscalização migratória em todo o país.
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ICE registra recorde de prisões de imigrantes em junho durante governo Trump
O Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE) registrou em junho o maior número de prisões de imigrantes desde o início do atual governo do presidente Donald Trump. Dados oficiais analisados pelo jornal The Guardian apontam que 43.138 pessoas foram detidas no período, refletindo a intensificação das ações de fiscalização migratória em todo o país.
O aumento das prisões ocorre em meio à política de endurecimento da imigração adotada pela administração Trump, que desde o retorno à Casa Branca promete ampliar as deportações e reforçar o combate à permanência irregular nos Estados Unidos.
Além do crescimento nas detenções, o número de pessoas sob custódia da agência também aumentou. Em 11 de julho, havia 65.765 imigrantes detidos em centros administrados pelo ICE, um acréscimo de mais de cinco mil pessoas em comparação com abril. Apesar de ainda abaixo do recorde registrado em janeiro, os números permanecem elevados. Segundo os dados, mais da metade dos detidos não possui antecedentes criminais.
Desde janeiro de 2025, o governo já deportou mais de 590 mil pessoas. A ampliação das operações ocorre após a aprovação de um orçamento adicional de aproximadamente US$ 70 bilhões destinado ao Departamento de Segurança Interna (DHS), permitindo a expansão das atividades de fiscalização em diversas regiões do país.
Diferentemente de operações de grande visibilidade realizadas em anos anteriores, a estratégia atual tem priorizado ações mais discretas. As prisões vêm ocorrendo com frequência em locais de trabalho, residências, durante abordagens de trânsito e até mesmo em comparecimentos obrigatórios de imigrantes aos escritórios do ICE.
Organizações de defesa dos direitos dos imigrantes afirmam que esse novo modelo tem dificultado o acompanhamento dos casos e a atuação de advogados, já que muitas detenções acontecem sem aviso prévio.
O aumento das operações também ocorre em meio à repercussão da morte de dois imigrantes — Lorenzo Salgado Araujo, de 52 anos, e Joan Sebastián Durán Guerrero, de 26 — em ocorrências envolvendo agentes do ICE na mesma semana. Os casos provocaram manifestações em diferentes cidades e renovaram o debate sobre a condução das ações de fiscalização migratória.
Os dados oficiais haviam permanecido sem atualização por vários meses. Segundo o ICE, a demora ocorreu em razão da paralisação do governo federal. A divulgação foi realizada apenas nesta semana após cobranças de parlamentares e da imprensa.
O total de prisões registrado em junho supera o recorde anterior, alcançado em maio de 2019. Na época, a maioria das detenções estava concentrada na fronteira sul dos Estados Unidos. Atualmente, o foco das operações está voltado principalmente para ações realizadas no interior do país, como parte da estratégia da Casa Branca de ampliar significativamente o número diário de prisões com o apoio de autoridades estaduais e locais.
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