Um imigrante indocumentado mexicano, que já havia sido deportado dos Estados Unidos em duas ocasiões, foi preso após supostamente operar um drone em uma área de restrição aérea estabelecida para eventos da Copa do Mundo de 2026 em Atlanta. O caso reforça a preocupação das autoridades com a segurança durante as atividades ligadas ao torneio.
Publicidade
Publicidade
Imigrante indocumentado deportado duas vezes é preso após operar drone em área restrita da Copa em Atlanta
Um imigrante indocumentado mexicano, que já havia sido deportado dos Estados Unidos em duas ocasiões, foi preso após supostamente operar um drone em uma área de restrição aérea estabelecida para eventos da Copa do Mundo de 2026 em Atlanta. O caso reforça a preocupação das autoridades com a segurança durante as atividades ligadas ao torneio.
Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Lorenzo Rojas-Martinez foi identificado no dia 12 de junho operando um drone nas proximidades do Centennial Olympic Park, onde acontecia o Festival de Torcedores da FIFA.
Agentes do FBI que realizavam o monitoramento da região abordaram o homem e solicitaram seus documentos. Após a verificação de sua situação migratória, ele foi detido pelas autoridades federais.
No dia seguinte, Rojas-Martinez foi transferido para a custódia do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE). Em 15 de junho, ele foi formalmente acusado de operar uma aeronave não tripulada em uma zona temporária de restrição de voo e de retornar ilegalmente aos Estados Unidos após deportação.
De acordo com os investigadores, o mexicano entrou nos Estados Unidos pela primeira vez em 1999 e foi deportado em 2013. Posteriormente, retornou ao país sem autorização e acabou sendo removido novamente em 2019.
As autoridades afirmam que, após a segunda deportação, ele voltou a entrar nos Estados Unidos em data e local não divulgados.
O histórico criminal do acusado inclui condenações relacionadas ao tráfico de drogas, posse de bens roubados, contribuição para a delinquência de menores, duas acusações de fraude e uma prisão por dirigir sob influência de álcool.
Autoridades federais destacaram que a segurança dos eventos da Copa do Mundo continua sendo prioridade. A FIFA declarou as áreas dos jogos e eventos oficiais como “Zona Livre de Drones”, proibindo voos não autorizados nas proximidades das atividades do torneio.
A Administração Federal de Aviação (FAA), o FBI e as forças de segurança locais têm intensificado a vigilância do espaço aéreo em torno dos estádios e das áreas destinadas aos torcedores.
Segundo as regras vigentes, o uso não autorizado de drones em áreas restritas pode resultar em multas civis de até US$ 75 mil por infração e sanções criminais que podem alcançar US$ 100 mil.
Além disso, as autoridades federais possuem equipamentos capazes de interceptar e apreender drones considerados irregulares, e os responsáveis podem responder criminalmente na Justiça dos Estados Unidos.
Publicidade




