Uma ação coordenada por ativistas dos direitos dos animais terminou em invasão à Ridglan Farms, instalação de criação de cães localizada a oeste de Madison, na manhã de domingo (15). O episódio resultou em detenções, danos à propriedade e no desaparecimento de dezenas de animais.
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Invasão na Ridglan Farms mobiliza polícia e gera polêmica sobre direitos dos animais
Uma ação coordenada por ativistas dos direitos dos animais terminou em invasão à Ridglan Farms, instalação de criação de cães localizada a oeste de Madison, na manhã de domingo (15). O episódio resultou em detenções, danos à propriedade e no desaparecimento de dezenas de animais.
Os participantes, que se autodenominam “resgatadores”, conseguiram retirar 23 cães da raça beagle do local. Segundo o xerife do Condado de Dane, parte do grupo foi detida e pode responder criminalmente pela ação.
A operação
Ativistas de várias regiões do país estavam reunidos em Madison para o que chamaram de “resgate aberto”. O que inicialmente parecia um ensaio acabou se tornando uma ação real.
De acordo com relatos, equipes lideradas pelo advogado Wayne Hsiung conseguiram ultrapassar a segurança da propriedade pouco depois das 8h. O grupo tentou arrombar portas dos galpões de criação e, sem sucesso, entrou por uma janela quebrada. Dentro da instalação, retiraram cães das gaiolas com a intenção de levá-los para fora.
A confusão também afetou veículos utilizados na operação, incluindo uma van que ficou inutilizada. Autoridades afirmam que alguns suspeitos foram interceptados ainda no local.
Embora a polícia diga que todos os animais foram recuperados, ativistas alegam que ainda mantêm 23 cães em um local não revelado. A própria empresa confirmou que esse é o número de animais considerados desaparecidos.
Reações
Representantes da Ridglan Farms criticaram duramente a ação, destacando os danos causados e classificando o episódio como crime.
“Esse tipo de invasão, com uso de ferramentas como marretas e serras, é inaceitável”, afirmou um porta-voz.
Por outro lado, participantes da ação defendem que estavam salvando os animais de maus-tratos.
“O verdadeiro problema é o que acontece com esses cães lá dentro”, disse uma ativista que participou da invasão e afirmou nunca ter sido presa antes.
Próximos passos
Mesmo considerando a ação um sucesso, os organizadores afirmam que pretendem continuar.
“Ainda existem cerca de 2 mil cães no local, e cada vida importa”, declarou uma das líderes do movimento.
A Ridglan Farms já havia firmado um acordo anterior que prevê o encerramento de suas atividades até 1º de julho, para evitar acusações de crueldade animal.
Enquanto isso, as autoridades locais seguem investigando o caso e devem divulgar novas informações em coletiva de imprensa.
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