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Revista Brazilian Times # 85
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Justiça dos EUA impede deportação de testemunha em caso de morte durante operação do ICE

A Justiça Federal dos Estados Unidos determinou que uma testemunha considerada fundamental para a investigação da morte de Lorenzo Salgado Araujo não poderá ser deportada pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE). A decisão foi tomada pelo juiz federal Keith P. Ellison, que também proibiu a transferência do imigrante para outro centro de detenção fora da jurisdição do Distrito Sul do Texas sem autorização judicial.

A Justiça Federal dos Estados Unidos determinou que uma testemunha considerada fundamental para a investigação da morte de Lorenzo Salgado Araujo não poderá ser deportada pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE). A decisão foi tomada pelo juiz federal Keith P. Ellison, que também proibiu a transferência do imigrante para outro centro de detenção fora da jurisdição do Distrito Sul do Texas sem autorização judicial.

A medida beneficia o cidadão mexicano Jose Trinidad Rojas Pliego, que presenciou a abordagem realizada por agentes federais em Houston e que resultou na morte de Lorenzo Salgado Araujo, trabalhador da construção civil.

A decisão foi emitida após a defesa apresentar um pedido emergencial de habeas corpus, alegando que a deportação imediata da testemunha poderia comprometer a investigação e impedir que seu depoimento fosse utilizado no esclarecimento dos fatos.

Segundo os advogados, Jose Trinidad vive nos Estados Unidos há mais de 20 anos, possui família estabelecida no país, não tem antecedentes criminais e não representa risco à segurança pública. A defesa sustentou ainda que sua remoção antes da conclusão das investigações poderia prejudicar a busca pela verdade sobre o caso.

A morte de Lorenzo Salgado Araujo provocou ampla repercussão e gerou questionamentos sobre a atuação dos agentes federais durante a operação. De acordo com o Departamento de Segurança Interna (DHS), o motorista do veículo teria conduzido de forma considerada agressiva durante uma abordagem de trânsito, levando um agente a efetuar os disparos em alegada legítima defesa.

Entretanto, familiares da vítima e representantes legais das testemunhas contestam essa versão. Eles afirmam que os agentes procuravam outras pessoas e teriam abordado o veículo errado. A divergência entre os relatos tornou o depoimento das testemunhas ainda mais importante para a investigação.

Promotores do condado de Harris também passaram a atuar no caso e, segundo informações divulgadas, auxiliaram as testemunhas na solicitação de vistos especiais destinados a pessoas que colaboram com investigações criminais nos Estados Unidos.

O episódio ocorre em meio ao aumento das operações de fiscalização imigratória em diversas regiões do país, cenário que tem sido acompanhado de críticas por parte de organizações de direitos humanos e representantes da comunidade imigrante.

Para advogados, ativistas e entidades que acompanham o caso, a decisão da Justiça de impedir a deportação da testemunha representa um passo importante para preservar provas, garantir a coleta de depoimentos essenciais e assegurar que a investigação transcorra sem interferências que possam comprometer a apuração dos fatos.

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