A polícia prendeu mais três pessoas envolvidas no caso da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após realizar um salto de bungee jump sem estar conectada ao equipamento de segurança. Com as novas detenções, o número de suspeitos presos chega a seis.
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Mais três pessoas são presas em investigação sobre morte de jovem em salto de bungee jump
A polícia prendeu mais três pessoas envolvidas no caso da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após realizar um salto de bungee jump sem estar conectada ao equipamento de segurança. Com as novas detenções, o número de suspeitos presos chega a seis.
De acordo com as investigações, uma mulher de 29 anos, moradora do Rio de Janeiro, além de dois homens de 25 e 27 anos, residentes em Limeira e Indaiatuba, respectivamente, teriam participado da organização e execução da atividade que resultou na tragédia.
O acidente ocorreu no dia 13 de junho em uma ponte de aproximadamente 40 metros de altura. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a jovem sendo conduzida pelos instrutores até a borda da estrutura antes de ser lançada sem que a corda de segurança estivesse presa ao seu corpo.
Em um dos vídeos registrados no local, uma testemunha grita ao perceber que a corda permaneceu no chão no momento do salto.
As autoridades informaram que a estrutura conhecida como “ponte esqueleto” deverá ser demolida para evitar novos acidentes.
Anteriormente, Luís Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, e Maicon Fernandes Cintra, de 42, já haviam sido presos e indiciados por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte.
A Justiça também autorizou buscas nas residências dos seis investigados.
Testemunhas relataram que, logo após a queda, um dos instrutores retirou do corpo da vítima uma câmera GoPro utilizada para gravar o salto. A polícia acredita que o equipamento possa conter informações importantes para esclarecer o que ocorreu.
Rafael Goulard, que aguardava sua vez para saltar, afirmou à imprensa brasileira que viu um funcionário remover a câmera do pescoço de Maria Eduarda enquanto ela já estava caída no solo.
A Polícia Civil continua procurando o equipamento, considerado peça fundamental para a investigação.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que as investigações prosseguem para esclarecer todas as circunstâncias do caso, identificar as responsabilidades criminais e localizar a câmera utilizada pela vítima.
Os primeiros instrutores presos alegaram em depoimento que não conseguem se recordar de quem seria o responsável por prender a corda de segurança antes do salto.
Após o acidente, os suspeitos teriam tentado deixar a região e foram localizados pelas autoridades com apoio de um helicóptero da Polícia Militar.
As investigações também encontraram um vídeo gravado em 2022 por alguns dos envolvidos, no qual um saco preto simulando um corpo era lançado da mesma ponte. A gravação recebeu o título de “Escondendo o corpo” e agora também faz parte das apurações.
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