De acordo com organizadores e estimativas divulgadas por veículos internacionais, a mobilização pode ter reunido entre 8 e 9 milhões de participantes, configurando-se como o maior protesto de um único dia no país.
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Milhões vão às ruas nos EUA e no mundo em protesto histórico contra governo Trump
Da redação
Milhões de pessoas participaram, neste sábado (28), de uma das maiores mobilizações populares da história recente dos Estados Unidos, em protesto contra o governo do presidente Donald Trump. A manifestação, batizada de “No Kings” (“Sem Reis”), ocorreu simultaneamente em mais de 3 mil cidades e ganhou repercussão internacional, com atos também registrados na Europa e no Oriente Médio.
De acordo com organizadores e estimativas divulgadas por veículos internacionais, a mobilização pode ter reunido entre 8 e 9 milhões de participantes, configurando-se como o maior protesto de um único dia no país. A iniciativa ocorre em um momento de queda na popularidade do presidente, impulsionada por críticas às políticas migratórias, ações militares recentes e acusações de postura autoritária.
O epicentro das manifestações foi o estado de Minnesota, especialmente nas cidades de St. Paul e Minneapolis, onde milhares de pessoas ocuparam as ruas em atos marcados por forte simbolismo. A região tem sido palco de tensões desde episódios envolvendo operações da imigração que resultaram na morte de cidadãos americanos, fator que intensificou os protestos locais.
Em outras grandes cidades, como Nova York, Washington, Chicago e Los Angeles, multidões também se reuniram para expressar insatisfação com o governo. Na Califórnia, dois manifestantes foram detidos durante os atos, segundo relatos iniciais.
Além das críticas à política migratória, os protestos foram impulsionados por decisões recentes do governo, incluindo ações militares no Irã e na Venezuela, que ampliaram a tensão internacional e geraram forte reação dentro e fora dos Estados Unidos.
A mobilização ultrapassou as fronteiras americanas. Na Itália, manifestantes carregaram cartazes pedindo o fim de guerras, enquanto em Israel houve confrontos entre manifestantes e forças de segurança. Em diversas cidades ao redor do mundo, atos de solidariedade reforçaram o alcance global do movimento.
Esta foi a terceira edição do “No Kings”, que vem crescendo desde 2025 e reúne uma ampla coalizão de organizações civis, sindicatos e grupos ativistas. O movimento se apresenta como uma resposta ao que seus participantes classificam como ameaças à democracia e aos direitos civis nos Estados Unidos.
Apesar da grande adesão, a Casa Branca minimizou os protestos, enquanto organizadores afirmam que a mobilização deve continuar nos próximos meses, especialmente com a proximidade das eleições legislativas no país.
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