Médicas afirmam que as condições podem representar riscos graves à saúde e ao desenvolvimento infantil.
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Pediatras dos EUA pedem libertação imediata de crianças mantidas em centros de detenção de imigração
Um grupo de pediatras e mães nos Estados Unidos está chamando atenção nacional para a situação de crianças mantidas em centros de detenção de imigração. As profissionais de saúde enviaram uma carta ao Departamento de Segurança Interna (DHS) pedindo a libertação imediata de todos os menores detidos nesses locais.
A iniciativa foi liderada por médicas especialistas em pediatria, entre elas as doutoras Anita K. Patel, Ashley Marie Cozzo e Lara Jones. Segundo elas, milhares de profissionais de saúde assinaram o documento alertando que a detenção pode colocar em risco a saúde física e emocional das crianças.
As pediatras argumentam que ambientes de detenção frequentemente apresentam problemas como superlotação, higiene inadequada, controle insuficiente de infecções e dificuldades para garantir alimentação e descanso adequados. Para crianças e bebês, essas condições podem aumentar significativamente o risco de doenças e outros problemas de saúde.
“Crianças não são pequenos adultos”, afirmaram as médicas na carta, destacando que os menores possuem necessidades fisiológicas específicas que exigem cuidados e ambientes apropriados para o desenvolvimento saudável.
De acordo com organizações que acompanham a situação migratória nos Estados Unidos, entre 300 e 500 crianças e bebês podem estar detidos em centros de imigração em determinados momentos apenas no estado do Texas.
Os médicos também pedem mais transparência do governo sobre as condições de detenção e defendem que políticas migratórias considerem prioritariamente o bem-estar infantil. Além disso, incentivam cidadãos a pressionarem seus representantes políticos para discutir mudanças nas políticas de detenção de famílias migrantes.
O debate ocorre em meio a uma discussão mais ampla nos Estados Unidos sobre imigração, direitos humanos e o tratamento de famílias e crianças em processos migratórios.
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