Courtney Clenney, modelo da plataforma OnlyFans acusada pela morte do namorado Christian Obumseli, busca fortalecer sua estratégia de defesa antes do julgamento. Em novos pedidos apresentados à Justiça de Miami-Dade, seus advogados afirmam que ela agiu em legítima defesa e pretendem contestar a imagem de que ela teria sido a principal agressora no relacionamento.
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Defesa de modelo do OnlyFans quer usar antigo caso envolvendo namorado em julgamento por homicídio
Courtney Clenney, modelo da plataforma OnlyFans acusada pela morte do namorado Christian Obumseli, busca fortalecer sua estratégia de defesa antes do julgamento. Em novos pedidos apresentados à Justiça de Miami-Dade, seus advogados afirmam que ela agiu em legítima defesa e pretendem contestar a imagem de que ela teria sido a principal agressora no relacionamento.
A defesa pediu ao juiz que impeça o Ministério Público de utilizar supostos episódios anteriores de comportamento violento atribuídos à modelo para influenciar os jurados. Ao mesmo tempo, solicita autorização para apresentar um antigo caso envolvendo Obumseli, caso a acusação tente retratá-lo como uma pessoa pacífica ou não violenta.
Segundo os advogados, Obumseli foi alvo de um mandado de prisão emitido no Texas, em 2020, por um caso relacionado a maus-tratos contra um animal. Os documentos citados pela defesa afirmam que um cachorro pertencente a ele foi encontrado morto dentro de uma caixa de transporte em um apartamento abandonado. De acordo com os registros mencionados, havia comida disponível, mas não água, e um especialista concluiu que a causa mais provável da morte foi desidratação. O processo, porém, não informa qual foi o desfecho desse caso.
A disputa entre acusação e defesa também envolve imagens de câmeras de segurança de um elevador registradas poucos meses antes da morte de Obumseli. Para os promotores, o vídeo mostra Clenney agredindo o namorado. Já a defesa sustenta que as imagens apresentadas estão incompletas e que a gravação integral mostraria circunstâncias diferentes das alegadas pela acusação.
Os advogados afirmam que Clenney entrou no elevador descalça e com um ferimento no pé, e que, em seguida, Obumseli a seguiu até o local. Segundo a versão da defesa, ela tentou impedir que ele entrasse no elevador, mas ele conseguiu acessar o espaço e houve uma luta corporal. Nesse momento, ela teria desferido golpes para tentar se proteger e impedir que ele retornasse ao apartamento.
O Ministério Público contesta essa narrativa e sustenta que as evidências periciais não são compatíveis com a versão apresentada pela defesa sobre as circunstâncias que levaram à morte de Obumseli.
Courtney Clenney foi presa quatro meses após o caso, enquanto estava em uma clínica de reabilitação no Havaí, e responde por homicídio em segundo grau. Ela se declarou inocente e aguarda o julgamento.
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