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Revista Brazilian Times # 84
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Policial é acusada de agredir gestante algemada em centro de detenção no Arizona

Uma policial do estado do Arizona foi formalmente acusada de agredir uma mulher grávida de nove meses que estava algemada dentro de um centro de detenção. O caso veio à tona após a divulgação de imagens de vigilância e resultou na saída da agente da corporação.

Uma policial do estado do Arizona foi formalmente acusada de agredir uma mulher grávida de nove meses que estava algemada dentro de um centro de detenção. O caso veio à tona após a divulgação de imagens de vigilância e resultou na saída da agente da corporação.

As gravações mostram a então policial Carri Carrico empurrando a jovem, de 21 anos, contra uma parede e puxando-a até um banco em uma unidade de custódia na cidade de Buckeye, próxima a Phoenix, em novembro de 2025. Em determinado momento, a agente também aparece atingindo a vítima na região da cabeça.

Segundo documentos apresentados à Justiça, a mulher foi encaminhada ao hospital com uma contusão e uma concussão. Ela relatou que foi agredida após ser presa por dirigir de forma imprudente.

Além das agressões físicas, a câmera corporal da policial registrou diversos insultos dirigidos à detida, incluindo ofensas e palavrões.

Dois meses depois, Carrico voltou a ser alvo de acusações em outro episódio. Imagens mostram a policial desferindo um soco contra um homem que estava sob custódia enquanto era conduzido por outros agentes. O suspeito era investigado por violência doméstica e agressão agravada e, de acordo com as gravações, havia dado uma cabeçada na policial momentos antes.

Mesmo assim, o homem afirmou que recebeu o golpe quando já estava imobilizado.

“Ela rasgou minha camisa. Depois me acertou no rosto quando eu já estava contido”, afirmou o detido nas imagens.

Após a agressão, a policial ainda fez ameaças ao homem, dizendo que o lançaria com força contra a parede caso ele continuasse resistindo.

Em 27 de maio, um grande júri apresentou duas acusações de agressão agravada contra Carrico, uma para cada caso. A ex-policial se declarou inocente.

Após o indiciamento, ela foi colocada em licença não remunerada e, no dia 4 de junho, pediu demissão do Departamento de Polícia de Buckeye. Antes disso, havia atuado por vários anos na corporação e também acumulava quase dez anos de experiência no Gabinete do Xerife do Condado de Riverside, na Califórnia.

Durante a investigação interna, Carrico reconheceu que as imagens envolvendo a gestante “não são boas”, mas afirmou que apenas reagiu conforme o treinamento recebido.

Um sargento responsável pela análise do caso concluiu que a atuação da policial foi “muito agressiva” e considerou sua conduta “exagerada e desnecessária”.

No ano passado, Carrico recebeu um prêmio da organização Mothers Against Drunk Driving (MADD) por sua atuação profissional e chegou a participar de um episódio do programa de televisão COPS em 2022.

O julgamento da ex-policial está previsto para acontecer em novembro.

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