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Revista Brazilian Times # 84
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Policial estadual da Pensilvânia morre após acidente envolvendo caminhoneiro haitiano; motorista é acusado de homicídio

Um policial da Polícia Estadual da Pensilvânia morreu na manhã de quarta-feira (data não informada) após ser atingido durante um acidente envolvendo dois caminhões na Interestadual 81, no condado de Schuylkill. O motorista apontado como responsável pela colisão é um haitiano de 33 anos que, segundo autoridades, permanecia nos Estados Unidos após o encerramento de sua autorização de permanência.

Um policial da Polícia Estadual da Pensilvânia morreu na manhã de quarta-feira (data não informada) após ser atingido durante um acidente envolvendo dois caminhões na Interestadual 81, no condado de Schuylkill. O motorista apontado como responsável pela colisão é um haitiano de 33 anos que, segundo autoridades, permanecia nos Estados Unidos após o encerramento de sua autorização de permanência.

De acordo com a Polícia Estadual da Pensilvânia, o policial Michael E. Pahira Jr., de 44 anos, realizava a inspeção de um caminhão parado no acostamento da rodovia, em Cass Township, por volta das 7h, quando outro caminhão saiu da pista e provocou uma sequência de colisões.

A viatura de Pahira estava estacionada atrás do caminhão inspecionado, com as luzes de emergência acionadas. As investigações apontam que o segundo veículo, conduzido por Michael Bon, teria invadido o acostamento, atingido inicialmente o espelho retrovisor do policial e, em seguida, colidido contra o caminhão que estava parado.

Com o impacto, as cabines dos dois caminhões pegaram fogo. Operários que trabalhavam nas proximidades perceberam a fumaça e correram para tentar socorrer o policial, que ficou preso entre os veículos.

Pahira foi levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo informações divulgadas pela emissora CBS 21, Bon entrou nos Estados Unidos em julho de 2024 pelo Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, na Flórida, utilizando um programa federal de liberdade condicional migratória (parole). Meses depois, ele solicitou o Status de Proteção Temporária (TPS), mas o pedido foi negado.

Ainda de acordo com a reportagem, o Departamento de Segurança Interna (DHS) encerrou sua autorização de permanência em junho de 2025 e determinou que ele deixasse o país. As autoridades afirmam que a ordem não foi cumprida e que Bon permaneceu vivendo em Brockton, Massachusetts.

Durante esse período, ele obteve em Massachusetts uma carteira de motorista comercial para não residentes (non-domiciled CDL), destinada a determinados estrangeiros autorizados a trabalhar no país. O documento foi solicitado em março de 2025, quando, segundo o Registro de Veículos Motorizados de Massachusetts (RMV), ele ainda possuía autorização federal para trabalhar. A licença foi renovada em fevereiro de 2026, antes de mudanças posteriores na política federal relacionadas a esse tipo de habilitação.

Em nota, um porta-voz do RMV lamentou a morte do policial e afirmou que a emissão da carteira comercial segue critérios estabelecidos pelo governo federal. Segundo o órgão, Bon atendia aos requisitos federais vigentes quando a licença foi concedida e renovada.

Bon também ficou ferido no acidente e foi encaminhado a um hospital. Após receber atendimento médico, ele foi preso e acusado de homicídio por veículo, homicídio culposo, direção imprudente e por colocar outra pessoa em risco de forma consciente.

A Justiça fixou fiança em US$ 700 mil, e as autoridades federais de imigração emitiram uma ordem de detenção migratória contra o acusado.

Integrante da Polícia Estadual da Pensilvânia desde 2007, Michael Pahira foi lembrado por colegas e autoridades como um profissional dedicado e respeitado. O governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, prestou homenagem ao policial e destacou seu compromisso com a família.

Segundo Shapiro, Pahira havia voltado a morar com a mãe para ajudá-la durante o tratamento contra o câncer. O governador relatou ainda que, poucos dias antes do acidente, o policial havia auxiliado a mãe ao raspar a cabeça por causa da quimioterapia.

“Michael Pahira representava o melhor da nossa polícia e do serviço público”, afirmou o governador, ao manifestar solidariedade à família do policial e aos integrantes das forças de segurança do estado.

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