As autoridades do estado de Minnesota anunciaram nesta segunda-feira (13) que tiveram acesso a provas consideradas essenciais para o avanço das investigações sobre as mortes de Renee Good e Alex Pretti, além do caso em que Julio Cesar Sosa-Celis foi baleado durante operações federais de imigração realizadas no início deste ano.
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Promotores de Minnesota recebem provas antes retidas em investigações sobre mortes ligadas a operações do ICE
As autoridades do estado de Minnesota anunciaram nesta segunda-feira (13) que tiveram acesso a provas consideradas essenciais para o avanço das investigações sobre as mortes de Renee Good e Alex Pretti, além do caso em que Julio Cesar Sosa-Celis foi baleado durante operações federais de imigração realizadas no início deste ano.
De acordo com a procuradora do Condado de Hennepin, Mary Moriarty, o material foi entregue após cooperação entre as autoridades estaduais e órgãos federais. Entre as evidências estão discos rígidos com documentos e gravações que, até então, permaneciam sob posse do governo federal, além de parte das provas físicas, como o veículo conduzido por Renee Good no momento em que foi atingida.
Segundo Moriarty, a equipe de investigação agora analisa horas de imagens registradas por câmeras corporais de agentes, depoimentos e demais arquivos armazenados nos equipamentos recebidos. Ela afirmou que a obtenção desse material representa um avanço importante para esclarecer os fatos.
Renee Good, de 37 anos, morreu após ser baleada enquanto dirigia em Minneapolis, em 7 de janeiro, durante uma operação do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). Pouco mais de duas semanas depois, em 24 de janeiro, o enfermeiro de terapia intensiva Alex Pretti, também de 37 anos, foi morto a tiros durante um protesto relacionado às ações de fiscalização imigratória. Os dois casos provocaram forte repercussão e levantaram questionamentos sobre a atuação dos agentes federais.
A procuradora destacou que a transparência e a cooperação entre os órgãos públicos são fundamentais para garantir uma investigação completa e confiável.
No fim de junho, o procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, e o escritório de Mary Moriarty solicitaram à Justiça Federal a prorrogação dos prazos de uma ação movida contra o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O pedido foi apresentado porque o Estado e o FBI haviam retomado negociações para o compartilhamento das informações relacionadas às investigações.
Ellison criticou o tempo necessário para que as autoridades estaduais tivessem acesso às provas, afirmando que o atraso comprometeu o andamento dos trabalhos e que espera uma postura mais colaborativa por parte do governo federal daqui em diante.
Desde o início da intensificação das operações de imigração durante o governo Trump, no ano passado, ao menos oito pessoas morreram em ocorrências envolvendo agentes federais, embora nenhuma dessas mortes tenha resultado, até o momento, em acusações criminais relacionadas aos óbitos.
Outro episódio investigado é o de Julio Cesar Sosa-Celis, morador de Minneapolis que foi baleado dentro de casa enquanto agentes do ICE perseguiam outro indivíduo. Em maio, o agente Christian Castro foi acusado de agressão e de registrar falsamente um crime. Segundo os promotores, ele teria disparado através da porta da residência, atingindo Sosa-Celis na perna.
Em outro caso, apresentado em abril, o agente Gregory Donnell Morgan Jr. foi denunciado por supostamente apontar uma arma para um motorista e um passageiro em uma rodovia de Minneapolis. Na ocasião, promotores afirmaram que se tratava da primeira ação criminal contra um agente federal relacionada às operações de imigração realizadas no estado.
Também nesta segunda-feira, o presidente da Câmara dos Deputados do Maine, Ryan Fecteau, informou que agentes do ICE estiveram envolvidos em mais um tiroteio com vítima fatal no estado. O caso ocorreu na cidade de Biddeford, mas as circunstâncias do incidente ainda não haviam sido esclarecidas pelas autoridades.
Na semana passada, outro episódio ganhou destaque em Houston, no Texas. Um agente do ICE matou a tiros o mexicano Lorenzo Salgado Araujo, que vivia nos Estados Unidos havia décadas e seguia para um local de trabalho com sua equipe de construção civil. O Departamento de Segurança Interna (DHS), responsável pelo ICE, admitiu posteriormente que os agentes procuravam outra pessoa quando tentaram abordar o veículo. Ainda assim, o órgão sustenta que Salgado Araujo teria atingido uma viatura federal, levando um dos agentes a disparar alegando legítima defesa.
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