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Revista Brazilian Times # 84
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Sobrevivente de acidente que matou brasileiro em Massachusetts relata momentos da tragédia e faz apelo contra boatos

O brasileiro Clayton Policena, sobrevivente do acidente de barco que resultou na morte de Vilmar Dorner, no rio Merrimack, em Massachusetts, falou pela primeira vez sobre os momentos que antecederam a tragédia e o que viveu após a colisão da embarcação. O relato foi concedido ao jornalista investigativo Thathyanno Desa, em entrevista publicada pelo GNEWSUSA.

“Ele já era pescador antigo, tinha conhecimento de mar e de água. Era uma pessoa muito experiente e gostava de ensinar os outros.”

O brasileiro Clayton Policena, sobrevivente do acidente de barco que resultou na morte de Vilmar Dorner, no rio Merrimack, em Massachusetts, falou pela primeira vez sobre os momentos que antecederam a tragédia e o que viveu após a colisão da embarcação. O relato foi concedido ao jornalista investigativo Thathyanno Desa, em entrevista publicada pelo GNEWSUSA.

Segundo Clayton, ele e um grupo de amigos chegaram a um acampamento por volta das 17h para aproveitar o feriado prolongado com as famílias e passar a noite pescando. Após montarem as barracas e prepararem o jantar, decidiram sair de barco por volta das 22h, depois de receberem a informação de que havia grande movimentação de peixes na região.

Ainda de acordo com o relato, antes da saída, o grupo conversou com outros pescadores sobre os melhores pontos para pesca. Já na embarcação, Edico Ramos de Silveira conduzia o barco, enquanto Vilmar Dorner seguia ao seu lado. Clayton contou que os dois conversavam sobre as sinalizações náuticas quando tudo aconteceu.

Em determinado momento, ao olhar para a frente da embarcação, Clayton avistou uma formação rochosa.

“Eu só vi aquele paredão de pedra. Gritei ‘Pedra!’, mas, quando gritei, já havíamos batido”, relatou.

Com o impacto, ele foi lançado na água e acabou preso pelo short em partes da embarcação.

“Eu fiquei enroscado no barco. Estava me afogando. Pensei que fosse morrer.”

Clayton afirmou que, naquele instante, ouviu uma voz que o incentivou a manter a calma. Segundo ele, conseguiu se soltar ao desamarrar o próprio short e retornou à superfície.

Depois de voltar ao barco, encontrou Edico sobre uma pedra, mas não conseguiu localizar Vilmar. Utilizando a lanterna do celular, passou a chamá-lo pelo apelido, sem obter resposta.

Moradores próximos acionaram rapidamente as equipes de emergência. A operação mobilizou policiais, bombeiros, Guarda Costeira, mergulhadores, helicópteros e drones nas buscas pelo brasileiro desaparecido.

Mesmo ferido, Clayton disse que resistiu em deixar o local enquanto o amigo não fosse encontrado. Posteriormente, foi levado ao hospital, recebeu atendimento médico e teve alta na manhã seguinte.

Durante a entrevista, o sobrevivente relembrou a amizade com Vilmar Dorner e destacou o impacto da perda para familiares e amigos.

“Quem conheceu o Vilmar sabe que ele era uma pessoa extraordinária. Vai fazer muita falta.”

Emocionado, Clayton afirmou que considera ter recebido uma segunda chance de viver.

“Eu nasci de novo. É uma data que jamais vou esquecer.”

Ele também fez um apelo para que a comunidade ore pela família de Vilmar, ressaltando que o amigo era o principal provedor da casa, e informou que pessoas próximas estão buscando formas de oferecer apoio financeiro e emocional aos familiares.

Além disso, Clayton pediu que cessem as especulações nas redes sociais sobre as circunstâncias do acidente.

Segundo ele, informações de que os ocupantes estariam alcoolizados ou sem licença para navegar não correspondem aos fatos. O sobrevivente afirmou que já prestou depoimento às autoridades e classificou o ocorrido como uma fatalidade.

Ao final da entrevista, Clayton agradeceu o apoio da esposa e das filhas, afirmando que a presença da família tem sido fundamental para enfrentar o período de luto e recuperação.

Fonte: Reportagem do GNEWSUSA, em entrevista conduzida pelo jornalista investigativo Thathyanno Desa.

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