A Suprema Corte dos Estados Unidos suspendeu recentemente a execução de um condenado no Alabama que seria submetido à hipóxia por nitrogênio, método que provoca a morte por falta de oxigênio após a inalação de gás nitrogênio por meio de uma máscara. O caso de Jeffery Lee ganhou destaque nacional e voltou a colocar em evidência a discussão sobre os limites da pena de morte no país.
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Suprema Corte interrompe execução por gás nitrogênio no Alabama e reacende debate sobre pena de morte nos EUA
A Suprema Corte dos Estados Unidos suspendeu recentemente a execução de um condenado no Alabama que seria submetido à hipóxia por nitrogênio, método que provoca a morte por falta de oxigênio após a inalação de gás nitrogênio por meio de uma máscara. O caso de Jeffery Lee ganhou destaque nacional e voltou a colocar em evidência a discussão sobre os limites da pena de morte no país.
O Alabama foi o primeiro estado americano a adotar esse procedimento, em 2024. Desde então, oito detentos foram executados por meio da técnica. Relatos de testemunhas presentes nas execuções apontam que alguns condenados apresentaram movimentos involuntários e sinais aparentes de sofrimento antes da morte.
A controvérsia em torno do método ocorre em um momento de aumento das execuções nos Estados Unidos. Em 2025, foram registradas 47 execuções, o maior total em mais de 15 anos. A Flórida liderou o número de sentenças cumpridas, respondendo por quase metade dos casos. Em 2026, até o momento, 15 pessoas já foram executadas, todas por injeção letal.
Atualmente, 27 estados mantêm a pena de morte em sua legislação, embora apenas 21 apliquem a punição de forma efetiva. A maior parte das execuções continua concentrada nos estados do Sul. Apesar disso, pesquisas indicam que o apoio popular à pena capital está entre os níveis mais baixos registrados nas últimas cinco décadas.
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