A rotina tranquila de uma manhã comum em Diamondhead, no estado do Mississippi, foi surpreendida na última terça-feira, 21 de abril, quando os irmãos Israel e Max Makoka, de 18 e 15 anos, acabaram detidos por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). Os dois jovens, originários da República do Congo, aguardavam o ônibus escolar rumo à Hancock High School em frente à casa da família que os acolhe, quando foram abordados por cerca de dez veículos não identificados da agência.
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Talentos do basquete, irmãos do Congo são detidos por agentes de imigração no Mississippi enquanto esperavam transporte escolar
A rotina tranquila de uma manhã comum em Diamondhead, no estado do Mississippi, foi surpreendida na última terça-feira, 21 de abril, quando os irmãos Israel e Max Makoka, de 18 e 15 anos, acabaram detidos por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). Os dois jovens, originários da República do Congo, aguardavam o ônibus escolar rumo à Hancock High School em frente à casa da família que os acolhe, quando foram abordados por cerca de dez veículos não identificados da agência.
De acordo com informações apuradas pelo Brazilian Press, os irmãos residiam legalmente no país há alguns anos. No entanto, seus vistos estudantis expiraram após uma mudança de escola — um problema administrativo que não havia sido percebido pela família até o momento da ação.
O episódio causou forte comoção na comunidade local, onde Israel e Max são reconhecidos pelo bom desempenho acadêmico e dedicação ao esporte. Cliff Baptiste, responsável pela família anfitriã, relatou que a abordagem foi rápida e que os adolescentes foram algemados, apesar de não possuírem antecedentes criminais nem qualquer acusação formal.
A situação se agrava com a separação dos irmãos. Por ser menor de idade, Max foi levado para outra unidade, diferente da do irmão mais velho. A família afirma enfrentar dificuldades para obter informações sobre o paradeiro e as condições do adolescente de 15 anos.
A detenção ocorre em meio ao aumento das ações de fiscalização imigratória sob a atual política federal. Embora operações recentes em estados vizinhos, como a Louisiana, tenham sido direcionadas a indivíduos com histórico criminal grave, o caso dos irmãos Makoka evidencia que jovens integrados à comunidade e sem registros de infração também estão sendo afetados.
Advogados e membros da comunidade já se mobilizam para tentar reverter a possível deportação. Eles defendem que o caso decorre de uma falha técnica e alertam que o retorno ao Congo poderia causar prejuízos irreparáveis ao futuro dos jovens, que viam nos Estados Unidos uma oportunidade de crescimento por meio da educação.
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