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Revista Brazilian Times # 83
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Trump anuncia retirada dos EUA de dezenas de acordos internacionais e reacende tensão com a ONU

Segundo informações divulgadas por fontes oficiais e confirmadas por veículos internacionais, os Estados Unidos devem deixar mais de 60 organismos e acordos internacionais, muitos deles vinculados direta ou indiretamente ao sistema da ONU

Da redação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a retirada do país de dezenas de tratados, convenções e organismos internacionais ligados às Nações Unidas, em uma decisão que reacende o discurso de ruptura com o multilateralismo e provoca forte reação da comunidade internacional. A medida, formalizada por meio de ordem executiva, é apresentada pela Casa Branca como parte da política de “America First”, que prioriza a soberania nacional em detrimento de compromissos globais.

Segundo informações divulgadas por fontes oficiais e confirmadas por veículos internacionais, os Estados Unidos devem deixar mais de 60 organismos e acordos internacionais, muitos deles vinculados direta ou indiretamente ao sistema da ONU. Entre os alvos estão entidades e tratados nas áreas de mudanças climáticas, direitos humanos, desenvolvimento sustentável, cooperação científica e políticas ambientais. Nas redes sociais, a decisão passou a ser descrita como o abandono de “67 tratados globais de paz”, expressão que, embora amplamente difundida, não corresponde exatamente à classificação jurídica dos acordos envolvidos.

De acordo com a Casa Branca, a avaliação do governo é de que vários desses compromissos “impõem custos elevados aos contribuintes americanos” e “limitam a autonomia do país em decisões estratégicas”. Em comunicado, um porta-voz do governo afirmou que “os Estados Unidos continuarão cooperando bilateralmente quando houver interesse direto, mas não aceitarão estruturas multilaterais que contrariem seus objetivos nacionais”.

A decisão, no entanto, foi recebida com preocupação por diplomatas, especialistas em relações internacionais e representantes da ONU. Autoridades do organismo alertam que a saída dos EUA pode enfraquecer mecanismos globais de cooperação, especialmente em temas como clima, direitos humanos e prevenção de conflitos. “O sistema internacional depende do engajamento das grandes potências. O afastamento dos Estados Unidos cria um vácuo de liderança”, afirmou um diplomata ouvido sob condição de anonimato.

Analistas também destacam que nem todos os acordos abandonados podem ser classificados como “tratados de paz” no sentido estrito. Muitos deles são convenções técnicas ou organismos de cooperação, sem relação direta com cessar-fogo ou resolução de conflitos armados. Ainda assim, especialistas alertam que o impacto simbólico da decisão é significativo e pode incentivar outros países a reverem compromissos multilaterais.

No Congresso americano, parlamentares democratas criticaram duramente a medida, classificando-a como um retrocesso diplomático, enquanto aliados republicanos defenderam a iniciativa como um passo necessário para proteger interesses nacionais. Organizações da sociedade civil, por sua vez, avaliam que a retirada pode comprometer décadas de avanços em agendas globais.

Apesar do anúncio, a saída formal de alguns tratados pode levar meses ou até anos, dependendo das regras específicas de cada acordo. Até lá, o movimento de Washington segue alimentando incertezas sobre o futuro da cooperação internacional e o papel dos Estados Unidos no cenário global.

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