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Revista Brazilian Times # 83
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Antonelli: Menino prodígio!

Claro que Mônaco tem seu charme, exuberância, ostentação, beleza dos penhascos e congestionamento de iates de luxo. Mas, vamos combinar: o GP de Fórmula 1 que acontece nas ruas do principado, na lógica, não poderia valer pontos. Poderia até existir, mas a título de exibição de luxo, levando em conta que quase todos os pilotos moram em Mônaco e correm no quintal de casa.

Claro que Mônaco tem seu charme, exuberância, ostentação, beleza dos penhascos e congestionamento de iates de luxo. Mas, vamos combinar: o GP de Fórmula 1 que acontece nas ruas do principado, na lógica, não poderia valer pontos. Poderia até existir, mas a título de exibição de luxo, levando em conta que quase todos os pilotos moram em Mônaco e correm no quintal de casa.

Ver os carros literalmente ficarem presos, sem condições de ultrapassar devido ao desenho da pista, cheia de curvas e sem retas de ultrapassagem, é cansativo. É o famoso trenzinho em fila indiana durante praticamente toda a corrida.

Enfim, vale o ditado: em Mônaco, chegar é fácil, mas passar é praticamente impossível.

Barba, cabelo e bigode!

Kimi Antonelli venceu o GP de Mônaco e chegou à sua quinta vitória consecutiva na temporada, disparando ainda mais na liderança do campeonato e se consolidando como o principal candidato ao título mundial. O piloto da Mercedes se tornou o mais jovem da história a conquistar um Grand Chelem, termo usado para definir a “corrida perfeita” na categoria: aos 19 anos, ele fez a pole position, liderou de ponta a ponta e ganhou com a volta mais rápida em Mônaco.

E não foi uma vitória qualquer. Foi um domínio absoluto. O muleke é tão “fod4” que, na volta 58, tinha nada menos que 28 segundos de vantagem sobre o “ex-piloto em atividade” Lewis Hamilton. Como se isso já não fosse suficiente, ainda cravou a melhor volta da corrida e ouviu pelo rádio um aviso quase cômico da equipe:

“Kimi, não precisamos da volta mais rápida. Apenas mantenha o carro na pista.” Traduzindo: a vitória já estava garantida. Kimi Antonelli não estava apenas pilotando em Mônaco. Estava avisando ao mundo que chegou pedindo passagem para levantar o caneco.

Mônaco é aquele tipo de lugar onde um erro de meio centímetro transforma um carro de Fórmula 1 em sucata milionária. Não há espaço, não há perdão e, honestamente, não há muita lógica em colocar máquinas de Fórmula 1 correndo por ruas projetadas para charretes, milionários entediados e garçons carregando champanhe.

E é justamente ali que aparecem os grandes. Antonelli, esse garoto italiano com cara de quem ainda deveria estar preocupado com prova de matemática, está mostrando algo raro: coragem, instinto, talento bruto e uma frieza impressionante para alguém tão jovem. Ele não parece intimidado. Não parece pressionado. Não parece deslumbrado. Parece faminto. E isso é perigoso. Perigoso para os rivais. Perigoso para os veteranos. Perigoso para os “ex-pilotos em atividade” como Hamilton e Fernando Alonso.

O italiano está amadurecendo numa velocidade indecente. Corrida após corrida, vai eliminando qualquer dúvida sobre seu potencial. Cinco vitórias consecutivas não acontecem por acaso. Não são fruto de sorte. São a assinatura de quem reúne velocidade, consistência, inteligência e capacidade de executar sob pressão.

Já não se trata mais de saber se ele será campeão. A pergunta agora é quantas vezes. Daqui a alguns anos, quando olharmos para trás, talvez Mônaco seja lembrado como um daqueles finais de semana em que o mundo percebeu que aquele menino não era apenas uma promessa. Era destino.

Kimi Antonelli não lidera apenas um campeonato. Está liderando o nascimento de uma nova era. E se continuar nesse ritmo, o restante do grid terá um problema enorme pelas próximas temporadas. Porque o menino prodígio já virou realidade.

Roberto, você não falou dos outros pilotos. Hoje não. Hoje meu artigo e dedicado exclusivamente a esse “muleke fenômeno” que chegou chegando…

By: Roberto Vieira

Jornalista e comentarista esportivo

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