A cantora, compositora, escritora e produtora maranhense Anna Torres, radicada na França há vários anos, prepara uma intensa agenda internacional em setembro que promete reforçar o papel da arte como instrumento de inclusão social. A artista desembarca em Nova York para apresentar o projeto “A Cigarra Autista – A Arte como Linguagem da Inclusão”, iniciativa que reúne literatura, música, cinema e educação para conscientizar sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) por meio da cultura.
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Artista brasileira leva projeto sobre autismo de cinemas no Brasil para Nova York
A cantora, compositora, escritora e produtora maranhense Anna Torres, radicada na França há vários anos, prepara uma intensa agenda internacional em setembro que promete reforçar o papel da arte como instrumento de inclusão social. A artista desembarca em Nova York para apresentar o projeto “A Cigarra Autista – A Arte como Linguagem da Inclusão”, iniciativa que reúne literatura, música, cinema e educação para conscientizar sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) por meio da cultura.
O primeiro compromisso acontece no dia 10 de setembro, no Center for Family Support (CFS), em Manhattan. O encontro contará com o lançamento do livro/CD, exibição do curta-metragem de animação em 3D, um showcase musical e uma conversa sobre inclusão, acessibilidade e o poder transformador da arte. O evento busca aproximar famílias, educadores, profissionais e a comunidade brasileira residente nos Estados Unidos.
A visita coincide com um dos momentos mais importantes da trajetória do projeto. O curta “A Cigarra Autista” estreia no Brasil no dia 3 de setembro, com exibição em mais de 150 salas da rede Cinesystem, ampliando significativamente o alcance da produção e levando sua mensagem de respeito à diversidade para milhares de espectadores.
Produzido pela Torres Productions em parceria com a XCAVE Studios, o curta acompanha Sibelle, uma jovem cigarra autista que encontra na música uma forma de expressar seus sentimentos e superar barreiras impostas pelo preconceito. Ambientada na Floresta Amazônica, a animação promove uma reflexão sobre empatia, inclusão e valorização das diferenças, utilizando uma narrativa sensível voltada para crianças e adultos.
O projeto também vem conquistando espaço fora do Brasil. Atualmente, a animação está disponível em oito idiomas — português, inglês, francês, espanhol, italiano, alemão, mandarim, japonês e árabe. A expansão internacional ainda prevê exibições em companhias aéreas e participação em festivais e eventos culturais em diferentes países.
Dois dias após o evento no CFS, Anna Torres volta a ganhar destaque em Nova York ao participar do Best of Brazil Global Awards, onde é finalista na categoria Melhor Cantora Brasileira no Mundo. A premiação reúne artistas, empresários e representantes da comunidade brasileira em um dos principais eventos de valorização da cultura nacional no exterior.
A agenda internacional da artista continuará em novembro, quando participará, em São Luís-Maranhão, do MOVEMENTE, conferência dedicada à deficiência, acessibilidade e inclusão. Em novembro será em Londres, levando novamente o projeto “A Cigarra Autista” ao público internacional.
Natural do Maranhão, Anna Torres construiu uma carreira de mais de três décadas dedicada à música e à cultura. Ao longo desse período lançou 21 álbuns, realizou apresentações em países como França, Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Marrocos e Emirados Árabes Unidos e apresentou-se, em 2024, na sede da UNESCO, em Paris, durante as celebrações de encerramento dos Jogos Paralímpicos. Sua trajetória ganhou ainda mais significado ao transformar a experiência como mãe de uma filha autista em um projeto multimídia que une livro infantil, audiolivro, canções e animação para promover inclusão e respeito à neurodiversidade.
Para Anna, “A Cigarra Autista” representa muito mais que uma obra artística. O projeto busca mostrar que a arte pode se tornar uma linguagem universal capaz de aproximar culturas, combater preconceitos e estimular uma sociedade mais acolhedora, demonstrando que as diferenças não são obstáculos, mas parte da riqueza da experiência humana.
A artista tem dois musicais da Cigarra Autista, sendo um para ano inteiro e outro chamado “O Natal da Cigarra Autista”. Ela já fez grandes temporadas na França, no Théâtre de lá Comédie St Michel e no Théâtre Blanc Manteaux. No Brasil também fez grandes tempoaradas. “Os dois musicais fiz em português e francês”, explicou.
Ela acrescentou que nestes musicais, faz vários personagens e várias vozes, no total são 11 vozes no CD, e no musical a artista faz 7 vozes.
Além deste trabalho, Anna já fez dublagem infantil quando morava no Rio de Janeiro e participou de um longa-metragem para Warner “Cat Don´t Dance”. Em seu currículo ainda consta que foi menestrel do Osvaldo Montenegro, no musical “Noturno” e participou do musical “Cazas de Cazuza”.
Para mais informações ou conhecer os trabalhos da artista, siga-a no Instagra @annatorrescantora
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