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Revista Brazilian Times # 83
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Cometa interestelar 3I/ATLAS pode ter origem tecnológica? Passagem próxima ao Sol reacende hipótese de possível nave alienígena, diz pesquisador de Harvard

O cometa interestelar 3I/ATLAS surpreendeu cientistas após sua passagem recente pelo ponto mais próximo do Sol, o periélio. Nesse momento, o objeto começou a perder uma quantidade extraordinária de massa, o que levou o astrofísico Avi Loeb, de Harvard, a considerar que ele talvez tenha se fragmentado em múltiplos pedaços.

O cometa interestelar 3I/ATLAS surpreendeu cientistas após sua passagem recente pelo ponto mais próximo do Sol, o periélio. Nesse momento, o objeto começou a perder uma quantidade extraordinária de massa, o que levou o astrofísico Avi Loeb, de Harvard, a considerar que ele talvez tenha se fragmentado em múltiplos pedaços.

“É como se o calor do Sol tivesse provocado um efeito de fogos de artifício”, explicou Loeb ao The Post. “O objeto se partiu em várias partes.”

A perda intensa de massa é compatível com o comportamento de um cometa comum. Porém, Loeb ressalta que ainda não descarta a possibilidade de o objeto ter origem não natural.

Sua análise se baseia em imagens feitas pelos astrônomos britânicos Michael Buechner e Frank Niebling, que mostram ATLAS exibindo uma grande “cauda invertida” e outra trilha de material, semelhantes a jatos se estendendo por milhões de quilômetros. Isso indicaria que o objeto está se desintegrando sob forte radiação solar.

Loeb calculou que, para ocorrer esse nível de sublimação — quando gelo passa diretamente ao estado gasoso — o cometa teria precisado absorver uma quantidade de energia muito maior do que se estimava. Isso sugere que o corpo original era mais amplo ou que se dividiu em diversas partes para aumentar sua área exposta ao Sol.

A hipótese de que se trata apenas de um cometa ganhou força quando, em outubro, o radiotelescópio MeerKAT, na África do Sul, identificou sinais de radicais hidroxila, formados pela quebra de água sob luz solar — algo comum em cometas.

Ainda assim, Loeb sustenta que a teoria extraterrestre não deve ser descartada. Segundo ele, se novas observações mostrarem que o objeto resistiu sem se desintegrar totalmente, isso contrariaria o comportamento esperado de um cometa natural.

Ele propõe outra possibilidade: os chamados “jatos” vistos nas imagens poderiam não ser perda de material, mas sim propulsores.

“Motores tecnológicos exigem muito menos perda de massa para produzir jatos semelhantes aos observados”, escreveu em seu blog. “E civilizações avançadas poderiam usar propulsores mais eficientes que os nossos.”

Se fosse esse o caso, o objeto manteria sua estrutura, ao invés de se romper.

A oportunidade para uma verificação definitiva virá em 19 de dezembro de 2025, quando 3I/ATLAS fará sua aproximação máxima da Terra. Telescópios terrestres, além do Hubble e do James Webb, deverão coletar dados mais precisos sobre sua integridade.

Vale notar que registros recentes feitos por um observatório na Espanha não identificaram a cauda de detritos que seria esperada depois da intensa interação com o Sol. A ausência desse rastro reacendeu a discussão sobre a aceleração não gravitacional detectada no objeto e reforçou, novamente, a possibilidade de que 3I/ATLAS possa não ser apenas um cometa, mas talvez algo construído — e enviado — por outra civilização.

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