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Revista Brazilian Times # 84
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Eclipse lunar total transformará céu da madrugada de 3 de março em “Lua de Sangue”

Durante a fase de totalidade, a Terra se posiciona exatamente entre o Sol e a Lua, bloqueando a luz solar direta e projetando sua sombra sobre o satélite natural.

Da redação

Na madrugada do dia 3 de março, o céu passará por um dos espetáculos astronômicos mais aguardados do ano: um eclipse lunar total que deverá deixar a Lua com tonalidade avermelhada por aproximadamente 58 minutos. O fenômeno, popularmente conhecido como “Lua de Sangue”, ocorrerá durante a Lua Cheia de março — tradicionalmente chamada de “Lua das Minhocas”.

Durante a fase de totalidade, a Terra se posiciona exatamente entre o Sol e a Lua, bloqueando a luz solar direta e projetando sua sombra sobre o satélite natural. Mesmo completamente encoberta, a Lua não desaparece do céu. Pelo contrário: ela adquire tons que variam do vermelho ao alaranjado, efeito provocado pela filtragem da luz solar na atmosfera terrestre.

 

Por que a Lua fica vermelha?

A coloração característica da chamada “Lua de Sangue” ocorre porque a atmosfera da Terra dispersa os comprimentos de onda mais curtos da luz — como o azul — e permite que tons mais longos, como o vermelho e o laranja, sejam refratados em direção à superfície lunar. O fenômeno é semelhante ao que acontece durante o pôr do sol, quando o céu ganha tons quentes.

Segundo especialistas, a intensidade da cor pode variar dependendo das condições atmosféricas no momento do eclipse, como presença de poeira, poluição ou partículas em suspensão.

 

Fases do fenômeno

O eclipse se desenvolve em diferentes etapas. Inicialmente, ocorre a fase penumbral, quando a Lua começa a entrar na sombra mais suave da Terra, provocando um leve escurecimento. Em seguida, inicia-se a fase parcial, quando a sombra mais escura (umbra) começa a cobrir o disco lunar. A totalidade acontece quando a Lua fica completamente imersa na umbra terrestre — momento em que surge o tom avermelhado. Após cerca de 58 minutos, o processo ocorre de forma inversa até que o brilho natural seja restabelecido.

 

Observação a olho nu

Diferentemente do eclipse solar, o eclipse lunar pode ser observado sem equipamentos de proteção. A visualização a olho nu é segura, embora binóculos ou telescópios possam proporcionar uma experiência mais detalhada. A recomendação é procurar um local com pouca poluição luminosa e céu limpo para melhor visibilidade.

 

“Lua das Minhocas”

A Lua Cheia de março recebe o nome tradicional de “Lua das Minhocas” em referência a antigos calendários sazonais do hemisfério norte. O termo marca o período em que o solo começa a descongelar após o inverno, permitindo o reaparecimento das minhocas e sinalizando a aproximação da primavera.

A coincidência entre o eclipse lunar total e a “Lua das Minhocas” adiciona um simbolismo especial ao evento, que deve atrair tanto entusiastas da astronomia quanto o público em geral.

Com quase uma hora de totalidade, o fenômeno promete transformar a madrugada em um espetáculo natural raro — quando, por alguns minutos, o céu parece escurecer e a Lua assume uma tonalidade intensa, reforçando o fascínio humano pelo cosmos.

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