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Revista Brazilian Times # 84
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Homem baleado 13 vezes por policiais de Tolleson (AZ) anuncia processo de US$ 135 milhões contra a cidade

Segundo o advogado Robert Pastor, Barron é pai solteiro de gêmeas de 14 anos e hoje depende de uma cadeira de rodas após múltiplas cirurgias e amputações. “Ele está lutando apenas para se reerguer, literalmente”, disse Pastor.

Da redação

Um morador de West Valley, afirma que está vivo por sorte após ser atingido por mais de uma dúzia de disparos feitos por policiais de Tolleson, no Arizona. Ricky Barron, que ficou gravemente ferido e passou dois meses internado, planeja processar a cidade e os agentes envolvidos, exigindo uma indenização de US$ 135 milhões.

Segundo o advogado Robert Pastor, Barron é pai solteiro de gêmeas de 14 anos e hoje depende de uma cadeira de rodas após múltiplas cirurgias e amputações. “Ele está lutando apenas para se reerguer, literalmente”, disse Pastor.

O caso ocorreu em 28 de março, quando dois policiais dispararam 32 vezes em poucos segundos contra Barron, que estava desarmado. Imagens de câmeras corporais mostram os agentes perguntando onde estava a arma após os disparos. “Eu não tenho uma”, respondeu o homem. Nenhuma arma foi encontrada na cena.

De acordo com a investigação, o “clarão” visto por um dos policiais foi, na verdade, da lanterna do celular de Barron, e o “estouro” ouvido teria sido o disparo da própria arma de um agente.

O episódio teve origem em uma investigação iniciada no dia anterior, após o furto de duas cervejas em um posto de gasolina. O suspeito fugiu em uma caminhonete Nissan prateada com placa roubada. Horas depois, Barron pegou emprestado o veículo de um amigo, mas, segundo a defesa, não há provas de que ele estivesse envolvido no crime.

Embora Barron tenha antecedentes criminais violentos, o advogado sustenta que nada justifica o uso de força letal. “Esses policiais agiram como juiz e júri, sem qualquer razão para atirar”, afirmou.

O Escritório da Procuradoria do Condado de Maricopa confirmou que os dois agentes foram inocentados de qualquer crime e permanecem em serviço ativo no Departamento de Polícia de Tolleson.

Além da indenização milionária, a defesa também pretende entrar com uma ação federal por violação de direitos civis.

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