Na noite de 22 de junho de 1977, Renee saiu de casa, na rua Williams Drive (hoje Williams Road), em busca de outra criança para brincar. Segundo a polícia, ela encontrou o assassino — um menino com menos de 14 anos — que teria golpeado sua cabeça com uma pedra de cerca de 3,6 quilos, matando-a no local. O corpo da garota foi encontrado horas depois, em uma área de bosque atrás da casa da família.
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Polícia de Monroe identifica assassino de menina morta em 1977, mas não pode apresentar acusações
Da redação
Quase meio século após o assassinato brutal da menina Renee Freer, de 8 anos, a polícia afirma ter finalmente identificado o responsável pelo crime. No entanto, devido às limitações legais e à idade do suspeito na época, ele não poderá ser processado.
Na noite de 22 de junho de 1977, Renee saiu de casa, na rua Williams Drive (hoje Williams Road), em busca de outra criança para brincar. Segundo a polícia, ela encontrou o assassino — um menino com menos de 14 anos — que teria golpeado sua cabeça com uma pedra de cerca de 3,6 quilos, matando-a no local. O corpo da garota foi encontrado horas depois, em uma área de bosque atrás da casa da família.
Na época, a polícia de Monroe, com apoio da Polícia Estadual de Connecticut e do FBI, iniciou uma ampla investigação, mas o caso esfriou. Recentemente, com o avanço das tecnologias forenses, as autoridades decidiram reexaminar as provas.
De acordo com o chefe de polícia Keith White, em comunicado divulgado em 16 de outubro, uma ordem de prisão juvenil foi submetida ao Ministério Público estadual em 11 de julho, acusando o suspeito de homicídio culposo em primeiro grau. No entanto, em 18 de setembro, os promotores recusaram o pedido, citando a prescrição do crime e o fato de o suspeito ser menor de 14 anos no momento do assassinato.
White explicou que, em 1977, a legislação de Connecticut só permitia transferir para a vara criminal de adultos suspeitos de assassinato com 14 anos ou mais. Assim, o caso não pode prosseguir judicialmente.
“A Polícia de Monroe entende que este assassinato teve um impacto profundo sobre a família de Renee, seus amigos, os cidadãos de Monroe e todos os policiais que trabalharam na investigação ao longo das décadas”, declarou White.
“Ainda assim, diante da posição do Ministério Público, o caso foi, infelizmente, considerado encerrado.”
A porta-voz do Ministério Público estadual, Alaine Griffin, afirmou que, por obrigações éticas e legais, a promotoria não pode comentar os detalhes do caso.
O ex-detetive Ken Heim, que trabalhou na investigação entre 1977 e 2007, disse estar aguardando retorno da equipe atual para saber se o suspeito identificado é o mesmo que ele havia apontado. “Entendo as limitações legais”, afirmou Heim, “mas, depois de tanto tempo de trabalho, a gente quer saber se tudo valeu a pena.”
Para John Wasik, parente da vítima, a decisão de encerrar o caso é “uma grande decepção”. Ele afirmou que pretende buscar apoio jurídico para tentar reabrir o processo.
“Precisamos encerrar isso de verdade”, declarou.
O ex-sargento Normand Mercier, que participou das investigações originais, disse em entrevista de 1992 que o caso marcou profundamente os policiais envolvidos. “Foi um assassinato que tocou muitos corações”, afirmou.
A mãe de Renee, Felicia Freer, manteve contato com a polícia por anos na esperança de respostas, mas faleceu em 2020, sem ver justiça pelo crime que tirou a vida de sua filha.
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