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Revista Brazilian Times # 86
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Criança brasileira tem dois dedos decepados após agressão em escola de Portugal

De acordo com o relato da mãe, Nívia Estevam (@niestevam98), a violência aconteceu durante o intervalo, quando colegas teriam prendido a mão da criança na porta do banheiro, provocando a amputação imediata de dois dedos.

Da redação

Um estudante brasileiro de 9 anos teve dois dedos decepados dentro de uma escola pública em Cinfães, região central de Portugal, após um episódio de violência envolvendo colegas. O caso ocorreu em 10 de novembro, na Escola Básica de Fonte Coberta, e levantou questionamentos sobre a atuação da instituição diante de denúncias anteriores de bullying.

De acordo com o relato da mãe, Nívia Estevam (@niestevam98), a violência aconteceu durante o intervalo, quando colegas teriam prendido a mão da criança na porta do banheiro, provocando a amputação imediata de dois dedos.

A família foi inicialmente informada pela escola de que se tratava de um “acidente”. A real gravidade só foi comunicada a Nívia no trajeto da ambulância para o Hospital São João, no Porto, onde os médicos confirmaram a impossibilidade de reimplante. O menino passou por cirurgia e já se recupera em casa.

Relatos ignorados e denúncias de descaso

Nívia afirma que a escola já havia sido alertada dias antes sobre episódios de violência envolvendo o filho. O estudante relatou puxões de cabelo, pontapés e marcas no pescoço, mas, segundo a mãe, a direção teria minimizado os fatos dizendo que “crianças mentem”.

Após a nova agressão, a mãe afirma que a situação voltou a ser tratada pela escola como “brincadeira entre alunos”.

Outro ponto levantado pela família é a conduta dos funcionários após o incidente. Nívia relata que o local onde ocorreu a amputação foi limpo imediatamente e que os fragmentos dos dedos foram descartados, o que teria impedido qualquer tentativa médica de preservação. Segundo ela, a justificativa apresentada pela escola teria sido evitar “assustar as outras crianças”.

A direção do Agrupamento de Escolas de Cinfães informou ter instaurado um inquérito interno e comunicado o caso à Polícia de Segurança Pública (PSP). Até o momento, o Ministério da Educação de Portugal não divulgou qualquer posicionamento público.

A família pretende acionar a Justiça portuguesa e cobra responsabilização tanto da escola quanto dos responsáveis pela agressão.

Enquanto o inquérito segue em andamento, o caso reacende o debate sobre bullying, segurança escolar e a necessidade de respostas mais rápidas e efetivas por parte das instituições de ensino em Portugal, especialmente diante de denúncias prévias e sinais de risco.

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