O ex-membro da família real britânica Andrew Mountbatten-Windsor foi detido nesta quinta-feira (19/02), sob suspeita de possível má conduta no exercício de função pública.
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Ex-príncipe Andrew é detido em investigação relacionada a Jeffrey Epstein
O ex-membro da família real britânica Andrew Mountbatten-Windsor foi detido nesta quinta-feira (19/02), sob suspeita de possível má conduta no exercício de função pública.
A Polícia de Thames Valley confirmou, por meio de comunicado, que “um homem na faixa dos sessenta anos, residente em Norfolk” encontra-se sob custódia. As autoridades também realizaram buscas em propriedades localizadas nas regiões de Berkshire e Norfolk.
Registros feitos nas primeiras horas do dia mostram veículos policiais chegando à residência onde Andrew estava morando, em Sandringham, Norfolk.
A detenção ocorre após a polícia anunciar que analisava uma denúncia envolvendo o suposto compartilhamento de informações confidenciais com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. Andrew, que completa 66 anos nesta data, nega de forma enfática qualquer envolvimento irregular.
Filho da rainha Elizabeth II e irmão mais novo do rei Charles III, o antigo Duque de York teve seus títulos removidos em outubro de 2025. Em nota oficial, o rei declarou ter recebido a notícia “com profunda preocupação”, ressaltando que “a lei deve seguir seu curso” e garantindo cooperação total da família com as autoridades.
Até o momento, diversos pontos permanecem sem esclarecimento, incluindo quais acusações específicas estão sob investigação e onde Andrew está sendo mantido. Também não há confirmação sobre eventual depoimento prestado.
A ligação com Jeffrey Epstein
A relação entre Andrew e Jeffrey Epstein vem sendo alvo de questionamentos há vários anos. A proximidade entre os dois levou Andrew a se afastar das funções oficiais em 2019, poucos meses após a morte de Epstein.
Fotografias divulgadas na época, registradas em 2010 na mansão de Epstein em Nova York, mostravam Andrew ao lado de uma jovem, o que gerou questionamentos sobre seu conhecimento a respeito dos crimes atribuídos ao financista americano.
Embora Andrew tenha afirmado ter rompido contato com Epstein após 2010, mensagens de e-mail posteriormente divulgadas sugeriram que a comunicação poderia ter continuado.
Novos documentos e controvérsias
Com a recente divulgação de milhões de arquivos nos Estados Unidos, novos materiais relacionados ao caso vieram à tona. Entre eles, estavam imagens e trocas de e-mails que mencionariam encontros e jantares organizados por Epstein envolvendo Andrew.
Algumas mensagens, cuja autenticidade não foi confirmada de forma independente, indicariam discussões sobre encontros em Londres e até no Palácio de Buckingham. Os documentos divulgados não apresentam, por si só, comprovação direta de irregularidades.
Em 2020, autoridades americanas formalizaram um pedido de cooperação para entrevistar Andrew, alegando que ele poderia ser testemunha ou participante de fatos relevantes à investigação.
Acordo judicial
Em 2022, Andrew chegou a um acordo extrajudicial com Virginia Giuffre, que o acusava de abuso sexual quando tinha 17 anos. O ex-príncipe sempre negou as acusações, afirmando não ter presenciado nem suspeitado de condutas ilícitas por parte de Epstein.
Outras menções nos arquivos
Entre os documentos também apareceram e-mails atribuídos a Sarah Ferguson, ex-esposa de Andrew, nos quais ela mantinha comunicação cordial com Epstein. As mensagens não indicam, segundo os registros divulgados, envolvimento em atividades ilegais.
O caso segue cercado de questionamentos, enquanto autoridades continuam analisando os materiais recentemente revelados.




