A política comercial do governo do presidente Donald Trump ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira com o anúncio de um pacote de tarifas que alcança 60 países e blocos econômicos. A medida, divulgada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), substitui a tarifa temporária de 10% que estava em vigor e passa a valer a partir da madrugada desta sexta-feira (horário da Costa Leste).
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Trump amplia ofensiva comercial e anuncia novas tarifas sobre 60 parceiros; Brasil entra na lista
A política comercial do governo do presidente Donald Trump ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira com o anúncio de um pacote de tarifas que alcança 60 países e blocos econômicos. A medida, divulgada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), substitui a tarifa temporária de 10% que estava em vigor e passa a valer a partir da madrugada desta sexta-feira (horário da Costa Leste).
As novas alíquotas variam entre 10% e 12,5%, conforme o parceiro comercial. Entre os países atingidos estão Canadá, México, Índia, Reino Unido, Taiwan e o Brasil, além da União Europeia. O governo americano afirma que a iniciativa faz parte de uma revisão de sua política de comércio exterior e busca aumentar a pressão sobre países considerados insuficientes no combate à utilização de trabalho forçado na produção de bens destinados ao mercado internacional.
No caso brasileiro, a nova taxa de 12,5% será aplicada sobre produtos abrangidos pela medida e se soma a outras restrições comerciais anunciadas recentemente por Washington. A decisão amplia a pressão sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos e pode afetar setores que têm no mercado americano um de seus principais destinos.
O Reino Unido permanecerá sujeito à tarifa de 10%, percentual semelhante ao previsto no acordo comercial firmado anteriormente entre Washington e Londres. Já Taiwan e os países da União Europeia terão tarifas que poderão chegar a 12,5%, índice inferior ao teto de 15% discutido nas negociações realizadas no ano passado.
Nova estratégia após derrota na Justiça
A ofensiva comercial ocorre poucos meses depois de a Suprema Corte dos Estados Unidos limitar o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para justificar tarifas impostas pelo governo Trump.
Na ocasião, os ministros entenderam que o Executivo havia extrapolado os poderes concedidos pela legislação ao utilizar uma lei destinada a situações de emergência para implementar medidas tarifárias em larga escala.
Diante da decisão, a Casa Branca reformulou sua estratégia jurídica e passou a fundamentar o novo pacote em argumentos relacionados à fiscalização das cadeias produtivas internacionais. Segundo o governo, os países atingidos não estariam adotando mecanismos considerados eficazes para impedir a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado.
Repercussão esperada
A nova rodada de tarifas tende a provocar reações diplomáticas e comerciais ao redor do mundo. Analistas avaliam que a medida pode aumentar os custos de exportação para empresas estrangeiras, gerar novos questionamentos internacionais e ampliar as disputas comerciais envolvendo os Estados Unidos.
Para o Brasil, a decisão representa mais um desafio para exportadores que dependem do mercado americano, especialmente em um momento de incertezas nas relações comerciais entre os dois países. O governo brasileiro ainda não anunciou quais medidas pretende adotar em resposta ao novo anúncio de Washington.




