Dias atrás eu fiz uma matéria a respeito de algum móvel feito por Jesus. Claro que eu criei uma situação, uma brincadeira. Mas agora, pensando bem, voltei a essa ideia e resolvi pensar sério.
Jesus ajudava seu pai adotivo, São José, na carpintaria. E existe uma coisa que pouca gente talvez imagine: existem objetos de madeira feitos milhares de anos antes de Cristo que chegaram até os nossos dias.
No Egito, por exemplo, existem móveis de madeira com mais de 3 mil anos preservados. Na Turquia, foram encontrados móveis de madeira de aproximadamente 3 mil anos, como mesas, bancos e até uma cama. E existe ainda o famoso Ídolo de Shigir, uma escultura de madeira com mais de 11 mil anos.
Ou seja: madeira pode, sim, sobreviver por milhares de anos quando encontra condições adequadas de preservação.
Agora vem a pergunta que me deixou pensando:
Se existem móveis de madeira feitos milhares de anos antes de Cristo que chegaram até nós, seria realmente impossível que algum objeto feito por Jesus, há cerca de 2 mil anos, ainda esteja preservado em algum lugar?
Uma mesa? Uma cadeira? Um banco? Uma porta?
E tem uma coisa que me deixa ainda mais intrigado.
As pessoas daquela época guardavam objetos antigos por seu significado. Muitas dessas peças sobreviveram justamente porque alguém, em algum momento, entendeu que aquilo tinha valor e resolveu preservar.
Agora imagine Jesus...
Um homem que, segundo os relatos bíblicos, já era conhecido naquela região, que realizou inúmeros milagres, que reunia multidões e cuja morte por crucificação acabou se tornando um dos acontecimentos mais conhecidos da história.
Será que ninguém naquela época teve a sacada de pensar:
‘Isso aqui foi feito por Jesus. Vamos guardar.’
Pense numa situação simples.
Se o Roberto Carlos, por exemplo, estivesse hoje em Governador Valadares, assinasse um autógrafo e deixasse a caneta que usou, não apareceria alguém dizendo:
‘Essa caneta foi usada pelo próprio Roberto Carlos. Vou guardar isso.’
Claro que apareceria.
Então imagine isso há dois mil anos.
Uma pessoa compra uma mesa feita por Jesus. Outra tem uma cadeira. Outra tem um banco. E alguém poderia ter pensado: ‘Isso aqui foi feito por aquele homem que está fazendo milagres. Vou guardar.’
É justamente isso que eu não consigo deixar de pensar.
Não conhecemos hoje nenhum objeto que possa ser comprovadamente atribuído a Jesus. Mas isso é bem diferente de dizer que seria impossível uma peça daquela época ter sobrevivido.
E aí eu fico imaginando...
E se existir por aí, escondida em algum museu, igreja, mosteiro, coleção particular ou até debaixo da terra, uma simples peça de madeira feita pelas mãos de Jesus?
Agora imagine uma coisa ainda mais absurda.
Imagine que essa peça fosse encontrada e, por alguma combinação extraordinária de tecnologia, análise científica e documentação histórica, fosse possível comprovar, sem nenhuma dúvida, que aquela mesa foi realmente feita por Jesus.
Meu amigo...
Se essa mesa fosse parar no Louvre, a Mona Lisa teria que pedir licença.
Quanto valeria uma peça dessas?
Não faço nem ideia. Talvez não existisse dinheiro suficiente no mundo para comprá-la.
Poderiam juntar as fortunas de Elon Musk e dos homens mais ricos do mundo, todas elas, e ainda assim não haveria preço capaz de medir o valor histórico, religioso e humano daquela peça.
E a segurança?
Ia precisar de segurança para vigiar a segurança.
O fato é que não estaríamos falando simplesmente de uma mesa antiga.
Estaríamos olhando para uma mesa que, comprovadamente, passou pelas mãos de Cristo.
Uma mesa.
Mas feita por Jesus.
- Edmundo Alvarenga





