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Edição MA 4392

Última Edição #4392

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BT MAGAZINE

Revista Brazilian Times # 86
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Coluna Coisas da América

A coluna Coisas da América revela os detalhes que nem sempre aparecem nas manchetes, mas ajudam a entender melhor os Estados Unidos. Nesta coluna, fatos inusitados, dados surpreendentes e histórias pouco conhecidas mostram como a cultura, os costumes e o cotidiano norte-americano vão muito além dos estereótipos. 

A coluna Coisas da América revela os detalhes que nem sempre aparecem nas manchetes, mas ajudam a entender melhor os Estados Unidos. Nesta coluna, fatos inusitados, dados surpreendentes e histórias pouco conhecidas mostram como a cultura, os costumes e o cotidiano norte-americano vão muito além dos estereótipos. 

A cada edição, um convite para descobrir a América por ângulos curiosos, informativos e, muitas vezes, inesperados.

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Nos Estados Unidos, existe um lugar onde chove peixe

Nos Estados Unidos, um fenômeno natural curioso e pouco conhecido chama a atenção de cientistas e moradores: a chamada “chuva de peixes”. Embora pareça lenda urbana, o evento é real, documentado historicamente e reconhecido pela meteorologia.

Esse tipo de ocorrência acontece, ocasionalmente, em cidades do sul do país, especialmente no estado do Alabama. O fenômeno está associado à formação de trombas d’água, que são colunas de ar em rotação semelhantes a tornados, porém formadas sobre rios, lagos ou áreas alagadas. Durante esse processo, a força do vento é capaz de sugar pequenos peixes e outros animais aquáticos para grandes altitudes.

Transportados pelas correntes de ar, esses peixes podem percorrer quilômetros antes de cair novamente no solo, misturados à chuva. Em muitos relatos, moradores afirmam ter encontrado peixes vivos espalhados pelas ruas, sobre telhados, quintais e até em cima de carros logo após tempestades intensas.

Há registros desse fenômeno ao longo de décadas, inclusive em documentos oficiais e estudos científicos. Em algumas cidades, a “chuva de peixes” já ocorreu mais de uma vez, sempre associada a condições climáticas extremas e ventos muito fortes.

Apesar do caráter incomum, especialistas explicam que se trata de um evento meteorológico raro, mas totalmente possível dentro das leis da física e da dinâmica atmosférica. Para quem presencia, a cena pode parecer surreal; para a ciência, é mais uma prova de como a natureza ainda é capaz de surpreender, mesmo em tempos de tecnologia avançada e previsões climáticas cada vez mais precisas.

Isso acontece ocasionalmente em cidades do sul do país, como no Alabama. O fenômeno ocorre quando trombas d’água (uma espécie de tornado sobre rios ou lagos) sugam pequenos peixes e, quilômetros depois, eles acabam caindo do céu junto com a chuva. Há registros históricos documentados desse tipo de “chuva de peixes”.

Moradores já relataram encontrar peixes vivos no chão, em telhados e até em carros após tempestades fortes. Parece lenda urbana, mas é um evento meteorológico reconhecido.

Você sabia que o serial killer mais famoso dos Estados Unidos não parecia um criminoso?

Quando se fala em assassinos em série, muita gente imagina alguém sombrio, violento e facilmente reconhecível. Mas o caso de Ted Bundy chocou os Estados Unidos justamente por ir na contramão desse estereótipo.

Ted Bundy era jovem, educado, articulado e cursava Direito. Em público, parecia o “genro perfeito”. Nos bastidores, porém, tornou-se um dos serial killers mais temidos da história americana. Entre o início e meados da década de 1970, ele sequestrou e assassinou dezenas de jovens, principalmente universitárias, em vários estados do país.

Uma das curiosidades mais perturbadoras do caso é que Bundy usava a própria aparência e simpatia como arma. Fingindo estar machucado, pedia ajuda às vítimas em estacionamentos e campi universitários. Muitas aceitavam ajudar sem desconfiar que estavam diante de um assassino.

Serial killer Ted Bundy, shown here in 1979, killed dozens of people and his first confessed murder was in Seattle in 1971. He died in the electric chair in Jan. 1989, and authorities believe he killed more victims than he confessed to.

Outro fato que marcou o caso foi sua capacidade de manipulação. Ted Bundy chegou a atuar como o próprio advogado em tribunal, concedeu entrevistas à imprensa e tentou transformar seu julgamento em um espetáculo midiático. Milhões de americanos acompanharam o processo pela televisão, algo incomum para a época.

Mesmo preso, Bundy continuou desafiando o sistema.

Ele fugiu da cadeia duas vezes e, após a segunda fuga, voltou a matar. O episódio levou a mudanças profundas nos protocolos de segurança do sistema prisional e influenciou os estudos modernos sobre o comportamento de criminosos em série.

Ted Bundy foi executado na cadeira elétrica em 1989, na Flórida. Seu caso permanece até hoje como um lembrete inquietante: o mal nem sempre tem a aparência que imaginamos — e, às vezes, ele usa um sorriso para se esconder à vista de todos.

Você sabia? O maior massacre indígena da história dos Estados Unidos não é o mais conhecido

Quando se fala em massacres indígenas nos Estados Unidos, o nome Wounded Knee costuma surgir imediatamente. No entanto, o episódio mais letal da história envolvendo povos originários aconteceu quase três décadas antes e permanece pouco conhecido: o Massacre do Rio Bear, que ocorreu próximo à cidade de Preston, no sudeste do estado de Idaho, a poucos quilômetros da fronteira com o Utah. Hoje, a área é conhecida como Bear River Massacre Site, um local histórico.

O ataque ocorreu em 29 de janeiro de 1863, no atual estado de Idaho, quando tropas do Exército dos EUA surpreenderam, ao amanhecer e em pleno inverno, um acampamento da etnia Shoshone. Estima-se que entre 250 e 400 indígenas tenham sido mortos, a maioria mulheres, crianças e idosos.

Um detalhe que torna o episódio ainda mais chocante é o contexto climático. As temperaturas estavam abaixo de zero, e muitos dos sobreviventes morreram dias depois por causa do frio intenso e da falta de alimentos. Relatos históricos indicam que parte das vítimas foi executada mesmo após se render.

Apesar da dimensão da tragédia, o massacre foi descrito por autoridades da época como uma “batalha”, o que contribuiu para minimizar sua gravidade nos registros oficiais. Durante décadas, o episódio ficou praticamente fora dos livros escolares e do debate público.

Hoje, historiadores reconhecem o Massacre do Rio Bear como o mais sangrento contra indígenas na história dos Estados Unidos, superando até mesmo Wounded Knee em número de vítimas. O caso é lembrado como um símbolo da violência sofrida pelos povos originários durante a expansão territorial americana no século XIX.

Uma curiosidade amarga da história: o massacre mais mortal é também um dos menos lembrados.

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