A coluna Coisas da América revela os detalhes que nem sempre aparecem nas manchetes, mas ajudam a entender melhor os Estados Unidos. Nesta coluna, fatos inusitados, dados surpreendentes e histórias pouco conhecidas mostram como a cultura, os costumes e o cotidiano norte-americano vão muito além dos estereótipos.
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Coluna Coisas da América
A coluna Coisas da América revela os detalhes que nem sempre aparecem nas manchetes, mas ajudam a entender melhor os Estados Unidos. Nesta coluna, fatos inusitados, dados surpreendentes e histórias pouco conhecidas mostram como a cultura, os costumes e o cotidiano norte-americano vão muito além dos estereótipos.
A cada edição, um convite para descobrir a América por ângulos curiosos, informativos e, muitas vezes, inesperados.
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Nos Estados Unidos, existe um lugar onde chove peixe
Nos Estados Unidos, um fenômeno natural curioso e pouco conhecido chama a atenção de cientistas e moradores: a chamada “chuva de peixes”. Embora pareça lenda urbana, o evento é real, documentado historicamente e reconhecido pela meteorologia.
Esse tipo de ocorrência acontece, ocasionalmente, em cidades do sul do país, especialmente no estado do Alabama. O fenômeno está associado à formação de trombas d’água, que são colunas de ar em rotação semelhantes a tornados, porém formadas sobre rios, lagos ou áreas alagadas. Durante esse processo, a força do vento é capaz de sugar pequenos peixes e outros animais aquáticos para grandes altitudes.
Transportados pelas correntes de ar, esses peixes podem percorrer quilômetros antes de cair novamente no solo, misturados à chuva. Em muitos relatos, moradores afirmam ter encontrado peixes vivos espalhados pelas ruas, sobre telhados, quintais e até em cima de carros logo após tempestades intensas.

Há registros desse fenômeno ao longo de décadas, inclusive em documentos oficiais e estudos científicos. Em algumas cidades, a “chuva de peixes” já ocorreu mais de uma vez, sempre associada a condições climáticas extremas e ventos muito fortes.
Apesar do caráter incomum, especialistas explicam que se trata de um evento meteorológico raro, mas totalmente possível dentro das leis da física e da dinâmica atmosférica. Para quem presencia, a cena pode parecer surreal; para a ciência, é mais uma prova de como a natureza ainda é capaz de surpreender, mesmo em tempos de tecnologia avançada e previsões climáticas cada vez mais precisas.
Isso acontece ocasionalmente em cidades do sul do país, como no Alabama. O fenômeno ocorre quando trombas d’água (uma espécie de tornado sobre rios ou lagos) sugam pequenos peixes e, quilômetros depois, eles acabam caindo do céu junto com a chuva. Há registros históricos documentados desse tipo de “chuva de peixes”.
Moradores já relataram encontrar peixes vivos no chão, em telhados e até em carros após tempestades fortes. Parece lenda urbana, mas é um evento meteorológico reconhecido.
Você sabia que o serial killer mais famoso dos Estados Unidos não parecia um criminoso?
Quando se fala em assassinos em série, muita gente imagina alguém sombrio, violento e facilmente reconhecível. Mas o caso de Ted Bundy chocou os Estados Unidos justamente por ir na contramão desse estereótipo.
Ted Bundy era jovem, educado, articulado e cursava Direito. Em público, parecia o “genro perfeito”. Nos bastidores, porém, tornou-se um dos serial killers mais temidos da história americana. Entre o início e meados da década de 1970, ele sequestrou e assassinou dezenas de jovens, principalmente universitárias, em vários estados do país.
Uma das curiosidades mais perturbadoras do caso é que Bundy usava a própria aparência e simpatia como arma. Fingindo estar machucado, pedia ajuda às vítimas em estacionamentos e campi universitários. Muitas aceitavam ajudar sem desconfiar que estavam diante de um assassino.

Outro fato que marcou o caso foi sua capacidade de manipulação. Ted Bundy chegou a atuar como o próprio advogado em tribunal, concedeu entrevistas à imprensa e tentou transformar seu julgamento em um espetáculo midiático. Milhões de americanos acompanharam o processo pela televisão, algo incomum para a época.
Mesmo preso, Bundy continuou desafiando o sistema.
Ele fugiu da cadeia duas vezes e, após a segunda fuga, voltou a matar. O episódio levou a mudanças profundas nos protocolos de segurança do sistema prisional e influenciou os estudos modernos sobre o comportamento de criminosos em série.
Ted Bundy foi executado na cadeira elétrica em 1989, na Flórida. Seu caso permanece até hoje como um lembrete inquietante: o mal nem sempre tem a aparência que imaginamos — e, às vezes, ele usa um sorriso para se esconder à vista de todos.
Você sabia? O maior massacre indígena da história dos Estados Unidos não é o mais conhecido
Quando se fala em massacres indígenas nos Estados Unidos, o nome Wounded Knee costuma surgir imediatamente. No entanto, o episódio mais letal da história envolvendo povos originários aconteceu quase três décadas antes e permanece pouco conhecido: o Massacre do Rio Bear, que ocorreu próximo à cidade de Preston, no sudeste do estado de Idaho, a poucos quilômetros da fronteira com o Utah. Hoje, a área é conhecida como Bear River Massacre Site, um local histórico.
O ataque ocorreu em 29 de janeiro de 1863, no atual estado de Idaho, quando tropas do Exército dos EUA surpreenderam, ao amanhecer e em pleno inverno, um acampamento da etnia Shoshone. Estima-se que entre 250 e 400 indígenas tenham sido mortos, a maioria mulheres, crianças e idosos.
Um detalhe que torna o episódio ainda mais chocante é o contexto climático. As temperaturas estavam abaixo de zero, e muitos dos sobreviventes morreram dias depois por causa do frio intenso e da falta de alimentos. Relatos históricos indicam que parte das vítimas foi executada mesmo após se render.
Apesar da dimensão da tragédia, o massacre foi descrito por autoridades da época como uma “batalha”, o que contribuiu para minimizar sua gravidade nos registros oficiais. Durante décadas, o episódio ficou praticamente fora dos livros escolares e do debate público.
Hoje, historiadores reconhecem o Massacre do Rio Bear como o mais sangrento contra indígenas na história dos Estados Unidos, superando até mesmo Wounded Knee em número de vítimas. O caso é lembrado como um símbolo da violência sofrida pelos povos originários durante a expansão territorial americana no século XIX.
Uma curiosidade amarga da história: o massacre mais mortal é também um dos menos lembrados.




