Quando falamos sobre heróis, nossa mente rapidamente resgata cenas dos grandes filmes produzidos por diretores criativos. Mesmo aqueles que não são fãs de cinema conhecem as façanhas do Batman, Superman, Capitão América, Homem-Aranha, Mulher-Maravilha e tantos outros que prendem a atenção de admiradores diante de uma tela por, no mínimo, duas horas.
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Heróis sem capa
Quando falamos sobre heróis, nossa mente rapidamente resgata cenas dos grandes filmes produzidos por diretores criativos. Mesmo aqueles que não são fãs de cinema conhecem as façanhas do Batman, Superman, Capitão América, Homem-Aranha, Mulher-Maravilha e tantos outros que prendem a atenção de admiradores diante de uma tela por, no mínimo, duas horas.
Crianças crescem dizendo que, no futuro, serão os heróis dos desenhos animados. E, em algum momento da vida, muitos adultos também já desejaram vestir uma capa imaginária para sair pelas ruas defendendo inocentes das crueldades humanas, tão cruéis que, às vezes, duvidamos até da humanidade de quem as comete.
A ficção habita a nossa imaginação, mas nem sempre encontra espaço na nossa realidade. Dói ouvir que um inocente perdeu a vida por erro de quem deveria protegê-lo. Autoridades, que deveriam ser os verdadeiros heróis sem capa, infelizmente escolhem quem proteger, guiando-se por fatores como classe social e cor da pele.
Mas há boas notícias. Ainda que não tenhamos os heróis do cinema à nossa disposição, existem pessoas reais cujas atitudes são tão nobres que merecem, sim, o título de heróis sem capa. Eles não estão em Hollywood, não recebem o Oscar, raramente estampam manchetes e, com certeza, não ganham fortunas. Estão ao nosso redor: nos hospitais, nas ruas, em escolas, igrejas, abrigos e até mesmo no silêncio do anonimato, praticando o bem sem esperar nada em troca.
O verdadeiro troféu desses heróis é o bem que fazem ao próximo. E, quando ganham algum destaque, é porque suas ações foram tão grandiosas que tocaram alguém a ponto de inspirar histórias que merecem ser contadas ao mundo, não por vaidade, mas para lembrar que a bondade genuína ainda existe.
Três filmes ilustram isso com maestria:
ï Harriet Tubman: após escapar da escravidão em 1849, Harriet dedicou sua vida à libertação de outros escravizados por meio da Ferrovia Subterrânea, uma rede secreta que conduzia à liberdade.
ï A Lista de Schindler: dirigido por Steven Spielberg, o longa retrata a história de Oskar Schindler, empresário alemão que salvou mais de mil judeus do Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial.
ï Treze Vidas: relata o resgate heroico de 12 meninos e seu treinador presos em uma caverna inundada na Tailândia.
Essas histórias se repetem, dia após dia, bem perto de nós. Quem nunca ouviu sobre alguém que perdeu a vida tentando salvar vítimas em enchentes? Ou que doou órgãos, protegeu desconhecidos em acidentes ou se colocou diante de uma arma para salvar um grupo?
E, para concluir, não poderia deixar de registrar o mais recente herói sem capa da semana: o nadador da Guarda Costeira dos Estados Unidos, Scott Ruskan, que salvou 165 pessoas — muitas delas crianças — durante um acampamento de verão.
Após quatro tentativas frustradas de pouso, Ruskan conseguiu aterrissar sozinho no Camp Mystic. Sua equipe havia sido enviada para outras áreas de resgate. “Havia cerca de 200 crianças no local e precisavam ser retiradas de helicóptero. Não havia outra forma: as pontes e estradas estavam destruídas, e a água subia rápido demais para um resgate por barco”, relatou Ruskan ao repórter Boris Sanchez, da CNN.
A todos os heróis sem capa, conhecidos ou anônimos, o nosso mais profundo agradecimento e reconhecimento. Vocês são os exemplos que o mundo precisa.



