Com a premiação de quase R$ 800 mil e o troféu em mãos, a dupla encerra o Rio Open com a sensação de dever cumprido
Publicidade
Publicidade
Brasil campeão de duplas no Rio Open de Tênis
Pelo terceiro ano consecutivo, o Brasil soltou o grito de campeão nas duplas do Rio Open. No Jockey Club Brasileiro, a parceria formada pela experiência de Marcelo Melo e o talento ascendente de João Fonseca — carinhosamente apelidada de “Osmose” — garantiu o título do maior torneio de tênis da América do Sul.
A vitória veio de virada contra o holandês Robin Haase e o alemão Constantin Frantzen, com parciais de 4/6, 6/3 e 10/8, em uma decisão que reafirmou a força do tênis nacional diante de um estádio lotado. O título marcou um momento de consagração para as duas extremidades da carreira dos atletas.
Para o jovem carioca João Fonseca, de apenas 19 anos, foi a primeira conquista de um ATP em sua cidade natal, mantendo seu impressionante aproveitamento de 100% em finais profissionais. Já para o veterano Marcelo Melo, a vitória significou o bicampeonato consecutivo no Rio e o 41º troféu de sua vitoriosa trajetória, consolidando-o como o recordista de finais na história do torneio carioca. A partida começou com um primeiro set equilibrado, onde as quebras de saque foram constantes.
Apesar do serviço potente de Fonseca, a dupla europeia mostrou-se mais consistente nas devoluções, fechando em 6/4. No entanto, sob o olhar atento da lenda Andre Agassi na tribuna, os brasileiros “viraram a chave” no segundo set. Com uma postura agressiva e uma rede intransponível de Melo, eles chegaram a abrir 5 a 0, administrando a reação tardia dos adversários para fechar em 6/3 e levar a decisão para o super tie-break.
O momento decisivo foi um teste para os nervos da torcida e dos jogadores. Empatados em 8 a 8, a frieza de João Fonseca sobressaiu: o jovem disparou uma devolução vencedora de backhand e, logo em seguida, selou o campeonato com um ace. A performance arrancou elogios públicos de Marcelo Melo, que destacou a mentalidade de campeão do parceiro e rebateu críticas recentes ao jovem, afirmando que, nos pontos de pressão, Fonseca provou ser um jogador “especial”. A cerimônia de premiação foi conduzida por Andre Agassi, ex-número 1 do mundo, que entregou os troféus aos campeões.
O clima de festa deu lugar a discursos emocionados, começando por Marcelo Melo, que dedicou a conquista ao seu pai, Paulo Hernane, falecido no ano anterior apenas um dia após o título de Marcelo no Rio. “Pai, esse título é seu”, declarou o mineiro, em um dos momentos mais tocantes da tarde no Jockey Club. João Fonseca também não conteve a emoção ao dedicar o troféu ao seu fisioterapeuta, Egídio, que havia perdido a mãe dois dias antes da final.
O carioca, que havia saído abatido após a eliminação precoce na chave de simples, celebrou a volta por cima ao lado de amigos e familiares. “Estar aqui com esse estádio lotado é muito especial. Ainda vou ganhar esse torneio de simples, eu acredito, mas enquanto isso a dupla está ótima”, afirmou o jovem, esbanjando confiança para o futuro.
Com a premiação de quase R$ 800 mil e o troféu em mãos, a dupla encerra o Rio Open com a sensação de dever cumprido e a certeza de que o tênis brasileiro vive uma renovação empolgante. O evento reafirma o Rio de Janeiro como um palco de grandes histórias esportivas, onde a juventude de Fonseca e a resiliência de Melo escreveram mais um capítulo inesquecível para o esporte nacional.
Publicidade




