Gabriel Magalhães e Gabriel Martinelli participaram do treino desta terça-feira (2), em Nova Jersey
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CBF privilegia privacidade da Seleção
A Confederação Brasileira de Futebol reforçou que vai zelar pela privacidade do grupo de jogadores e da comissão técnica durante a preparação para a Copa do Mundo. A medida tem como objetivo blindar o elenco de distrações externas e garantir um ambiente de concentração total. Nesta quarta-feira, 3 de junho, segundo dia da seleção em Nova Jersey, nos EUA, houve contato com o público em caráter excepcional. O treino contou com convidados escolhidos pela administração local, como membros de projetos sociais e crianças de escolinhas, que puderam acompanhar toda a atividade, receber autógrafos e fotos, além de transmitir apoio e carinho aos atletas.
Apesar desse momento de aproximação, a rotina da equipe será marcada pelo isolamento. A convocação de Carlo Ancelotti atraiu grande atenção midiática, mas a passagem pela cidade americana tende a seguir caminho oposto. A CBF reservou o hotel The Ridge, em Basking Ridge, exclusivamente para a delegação, com forte esquema policial que impede qualquer aproximação de torcedores. Nem mesmo a fachada pode ser vista, o que elimina as tradicionais cenas de tietagem na chegada da equipe.
O mesmo ocorre no centro de treinamento do New York Red Bull, em Morristown, onde policiais bloqueiam o acesso de carros e pedestres à entrada principal. No pé da ladeira que leva ao CT, brasileiros que vivem na região se reúnem na esperança de acenar para o ônibus da seleção. O grupo, que começou com cerca de 20 pessoas, já chegou a uma centena, formado em grande parte por quem não conseguiu comprar ingressos devido aos altos preços.
A CBF afirma que não tem envolvimento direto no rigor da segurança, já que a responsabilidade é da polícia local, mas reconhece que a escolha da região priorizou a privacidade. Basking Ridge é um bairro de alto padrão, com casas afastadas e cercadas por áreas verdes, sem comércio ou movimento nas ruas. Já Morristown, mais urbana, mantém um clima tranquilo e histórico, marcado por referências à Guerra de Independência dos Estados Unidos.
Essa blindagem garante concentração, mas também distancia os jogadores do calor humano da torcida. O capitão Marquinhos reconheceu o dilema: “Foi uma aposta da comissão e do estafe, e vocês estão sendo testemunhas do quanto a gente está muito bem amparado aqui. Por outro lado, a gente acaba ficando um pouquinho distante também. Tem que se colocar algumas coisas na balança, e a gente tenta realmente fazer o melhor que a gente pode. Vai muito também da nossa energia em campo. Por experiência, acho que o que conecta realmente com o torcedor é o momento do time. É o que a gente entrega dentro de campo.”
Enquanto a privacidade é mantida fora das quatro linhas, dentro delas Carlo Ancelotti tem promovido mudanças significativas. A boa atuação dos reservas no segundo tempo da goleada por 6 a 2 sobre o Panamá levantou dúvidas na cabeça do treinador, que sinalizou alterações no time titular para o amistoso contra o Egito, sábado, às 19h (de Brasília), último teste antes da estreia na Copa contra o Marrocos, no dia 15 de junho.
Entre as novidades estão as presenças de Igor Thiago, Lucas Paquetá e Douglas Santos, que entraram nas vagas de Matheus Cunha, Luiz Henrique e Alex Sandro. Com isso, o esquema também mudou: sai o 4-2-4, entra o 4-3-3, com Alisson; Wesley, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá; Vini Jr., Raphinha e Igor Thiago. Na fase ofensiva, o Brasil chega a se posicionar em um 3-2-5, com Wesley avançado, Douglas mais fixo e Paquetá apoiando o ataque.
Rayan também foi testado em alguns momentos, atuando mais pelo lado esquerdo no lugar de Raphinha. Na segunda parte da atividade, Ancelotti rodou o elenco e avaliou diversos jogadores, como Léo Pereira, Bremer, Fabinho, Danilo Santos, Martinelli, Matheus Cunha, Endrick e Luiz Henrique. As mudanças reforçam a ideia de que o treinador pretende explorar ao máximo a competitividade interna para chegar à Copa com um grupo versátil e preparado para diferentes cenários.
GOLEADA EM AMISTOSO ANIMA ANCELOTTI
O técnico Carlo Ancelotti descreveu a goleada da Seleção Brasileira sobre o Panamá por 6 a 2 como uma “injeção formidável de confiança”, em noite de festa no Maracanã, que recebeu mais de 72 mil torcedores. O amistoso de domingo, dia 31 de maio, marcou o último encontro da equipe com a torcida antes do embarque de segunda-feira (1 de junho), para os Estados Unidos, onde disputará a Copa do Mundo.
Em coletiva após a partida, Ancelotti agradeceu ao público e destacou o ambiente criado no estádio. “Foi uma noite bonita, temos que agradecer a torcida, o ambiente criado, foi uma injeção formidável de confiança. Sei perfeitamente que começamos bem, com boa atitude, compromisso. O trabalho começou bem nestes dias, mas o trabalho não é só compromisso e atitude, é ser forte, resiliente, todos os dias, seja nos bons ou maus momentos para terminar bem”, afirmou.
O Brasil foi para o intervalo vencendo por 2 a 1, com gols de Vinicius Jr. e Casemiro. A equipe panamenha ainda conseguiu descontar, mas a Seleção mostrou superioridade técnica e manteve o controle da partida.
Na segunda etapa, com a entrada de quase todo o banco de reservas — apenas Léo Pereira permaneceu em campo durante os 90 minutos — a Amarelinha deslanchou e ampliou o placar, fechando a goleada em 6 a 2. O resultado reforçou a confiança do grupo e mostrou a profundidade do elenco.
Para Ancelotti, o amistoso evidenciou a competitividade entre os 26 convocados e a necessidade de evolução em determinados momentos da partida. Ele ressaltou que o primeiro tempo teve pontos positivos, mas também aspectos a serem corrigidos, especialmente na intensidade defensiva.
“A atuação da segunda parte foi importante para o time, para os jogadores que entraram, que mostraram qualidade, mostraram que podem competir com todos da lista. Mas temos que ter em conta que o rival baixou o ritmo, teve menos intensidade e ofereceu mais oportunidade de mostrar qualidade. O primeiro tempo teve coisas boas e coisas a melhorar”, concluiu o treinador.
O amistoso serviu como teste final antes da viagem para Nova Jersey, onde o Brasil já está treinando para a Copa do Mundo. A vitória, além de fortalecer o ambiente interno, reforçou a confiança da torcida na equipe.
Com a goleada e a atmosfera positiva no Maracanã, a Seleção embarca embalada para os Estados Unidos, levando na bagagem não apenas o resultado expressivo, mas também a certeza de que o grupo está pronto para enfrentar os desafios do torneio.

Carlo Ancelotti durante a goleada por 6 a 2 sobre o Panamá, no Maracanã
Créditos: Rafael Ribeiro/CBF
SELEÇÃO FEMININA TREINA EM SÃO PAULO
O primeiro treino da Seleção Feminina Principal para os amistosos contra os Estados Unidos aconteceu na tarde desta terça-feira (2 de junho), no CT Joaquim Grava, em São Paulo. A preparação contará com quatro sessões, sendo que as de quarta (3) e quinta-feira (4) estão marcadas para as 15h no mesmo centro de treinamento, e a última, na sexta-feira (5), será às 18h30 na Neo Química Arena. Após o confronto de sábado (6), às 18h30, em São Paulo, o elenco seguirá para Fortaleza, onde enfrentará novamente as norte-americanas na terça-feira (9), às 21h30.
Pela manhã, as últimas três atletas convocadas se apresentaram no hotel da concentração: Tarciane, Kerolin e Ary Borges. Além das avaliações médicas, elas participaram de reunião com todo o elenco e a comissão técnica, reforçando o espírito de grupo antes dos treinos.
No CT, às 15h30, o grupo iniciou as atividades com um aquecimento de 15 minutos em campo reduzido, acompanhado pela imprensa. Em coletiva após o treino, o técnico Arthur Elias destacou a importância dos amistosos, lembrando que restam apenas quatro Datas FIFA até o Mundial do ano que vem, que será disputado no Brasil.
“Essa é uma oportunidade muito boa de preparação para a Copa. Confrontos difíceis nos fazem crescer”, afirmou Elias, ao ser questionado sobre o histórico entre as duas seleções. Ele ressaltou ainda a relevância de envolver a torcida e fortalecer o grupo para chegar mais preparado ao torneio.
Sete meninas, entre 11 e 13 anos, do projeto social “Em busca de uma estrela” também acompanharam o treinamento. Ao final, tiveram a chance de conversar com as jogadoras e com o técnico, em um momento de inspiração e incentivo ao futuro do futebol feminino.
Arthur Elias comentou sobre a importância de Marta, tanto pela inspiração às companheiras quanto pelo poder de decisão em campo. A jogadora esteve presente no treino, mas não participou das atividades, já que passou por exames devido a um desconforto na coxa esquerda, região onde havia sofrido lesão semanas antes pelo clube.
A zagueira Rafaelle, com 101 jogos pela Seleção, destacou a força da torcida como fator decisivo para o amistoso contra os Estados Unidos. Ela lembrou que sua última partida pela equipe foi justamente contra as norte-americanas, na final das Olimpíadas de Paris, quando o Brasil venceu por 1×0 e conquistou a medalha de ouro. Em coletiva, Rafaelle falou sobre sua experiência no Orlando Pride e analisou as adversárias como uma equipe técnica e de marcação intensa.
Por fim, a defensora ressaltou a evolução do futebol feminino no Brasil, tanto em estrutura quanto em visibilidade, e celebrou o retorno à Seleção. “Estou muito feliz de estar de volta. Temos grandes jogadoras e a torcida a nosso favor”, disse, reforçando a confiança do grupo para os próximos desafios.

Imagem divulgada no site da CBF
LÁ EM MINAS
AMÉRICA – Último colocado da Série B do Campeonato Brasileiro, com apenas 3 pontos em 11 rodadas, o Coelho está promovendo várias mudanças no departamento de futebol, como, por exemplo, a contratação do meio-campista paraguaio Jorge Jiménez, de 33 anos. Ele subiu da Série B para a A em 2025 com a Chapecoense e está em litígio com o Amazonas devido ao atraso de salários e verbas trabalhistas.
ATLÉTICO – O Galo anunciou seu mais novo reforço na última segunda-feira (1 de junho): o zagueiro Léo Duarte, que desde a temporada 2020/21, Léo Duarte defendia o İstanbul Başakşehir, da Turquia. O jogador de 29 anos ficou livre no mercado após o término de seu vínculo com a equipe turca, que se encerrou oficialmente no último domingo (31 de maio). O Atlético agiu rápido nos bastidores para selar o acordo.
CRUZEIRO – O lateral-esquerdo Kaiki está novamente sendo sondado por um time europeu: o Real Betis, da Espanha, que fez uma proposta pelo jogador nesta quarta-feira, dia 3 de junho. Embora os valores ainda não tenham sido revelados, o Cruzeiro considerou a proposta inferior ao que o clube entende como ideal para uma negociação. Em maio, o Bétis havia feito uma proposta de cerca de 12 a 15 milhões de euros ((cerca de R$ 64 milhões a aproximadamente R$ 87,4 milhões). Além disso, no início da atual temporada, Kaiki havia despertado o interesse do Como, da Itália.
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