A capitã Marta ergue a 9ª Copa América da Seleção Brasileira Feminina
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Copa América Feminina: Em final digna de filme, Brasil leva o nono título
A Seleção Brasileira Feminina de Futebol confirmou sua hegemonia no continente com uma conquista de roteiro cinematográfico. Em uma final eletrizante da 10ª edição da Copa América, o Brasil derrotou a Colômbia nos pênaltis após um empate em 4 a 4 no tempo normal e na prorrogação, garantindo seu nono título da competição. A vitória, que consagra o primeiro troféu do técnico Arthur Elias no comando da equipe, marca também o provável último capítulo de Marta na competição e a estreia triunfal da artilheira Amanda Gutierres.
A final em Quito foi uma verdadeira montanha-russa de emoções. A Colômbia começou melhor e abriu o placar aos 25 minutos do primeiro tempo com a jovem estrela Linda Caicedo, aproveitando uma falha da defesa brasileira. No entanto, o Brasil não se entregou. Em um jogo com viradas e reviravoltas, a equipe correu atrás do prejuízo e, com uma cobrança de pênalti de Angelina, empatou ainda na primeira etapa.
O segundo tempo trouxe mais emoções. O Brasil, que voltou melhor do intervalo, sofreu um gol contra de Tarciane em um recuo de bola mal calculado para a goleira Lorena. A reação veio com Amanda Gutierres, que com um belo chute cruzado, empatou novamente o jogo. A Colômbia, no entanto, voltou a ficar à frente com um gol de Ramírez aos 38 minutos, em mais um vacilo da zaga brasileira.
Tudo parecia perdido, mas a lenda Marta mostrou por que é a “Rainha”. No último lance do tempo regulamentar, ela acertou um chute fuzilante de fora da área, no ângulo, para forçar a prorrogação e renovar a esperança do time. Aos 120 minutos, Marta voltou a brilhar, colocando o Brasil à frente pela primeira vez. Mas a Colômbia não desistiu, e Leicy Santos cobrou uma falta perfeita para empatar o jogo em 4 a 4, levando a decisão para os pênaltis.
A disputa da marca da cal foi um capítulo à parte, com o destino reservando a Marta a cobrança que poderia ter garantido o título. Porém, a camisa 10 parou nas mãos da goleira Kate Tapia. A redenção, no entanto, viria nas mãos da goleira brasileira Lorena, que defendeu duas cobranças e garantiu a vitória e o tão esperado título.
Após o jogo, Marta, em meio às lágrimas, desabafou sobre a montanha-russa emocional da partida e do pênalti perdido. “Eu pedi a Deus que não me castigasse tanto. Porque entrar no jogo como estava, ser agraciada com o gol de empate e depois mais um. E aí nos pênaltis eu ter a chance de fechar e perco. Mas eu tenho essas meninas que são maravilhosas. Voltei muito abalada depois da cobrança do pênalti e elas me fizeram acreditar que íamos conseguir, que a Lorena ia pegar”, disse a Rainha, que afirmou estar se despedindo da competição, mas com a conquista de um título inesquecível.
A final também foi o palco para a consagração de Amanda Gutierres. A atacante, que entrou ainda no primeiro tempo, marcou seu sexto gol na Copa América, garantindo a artilharia da competição. “É de uma final como essa que o futebol feminino e a Copa América precisam. E agora eu realizo um sonho de levantar um título com a Seleção, que marca o trabalho do Arthur Elias”, celebrou a jogadora, dedicando a conquista ao grupo e à comissão técnica.
COPA DO BRASIL: ATLÉTICO CANTA DE GALO NO MARACANÃ
O Atlético Mineiro viveu uma noite memorável nesta quinta-feira (31/7), ao vencer o Flamengo por 1 a 0 no Maracanã, pela partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Com o resultado, além de sair em vantagem na disputa por uma vaga nas quartas de final, o Galo igualou uma marca histórica do Palmeiras: agora, ambos dividem a quarta posição entre os clubes com mais vitórias na história do torneio mata-mata, com 103 triunfos.
O ranking é liderado pelo Flamengo, pentacampeão da competição, com 134 vitórias em 226 jogos. O Grêmio, também com cinco títulos, aparece em segundo lugar com 114 vitórias em 216 partidas. O Vasco é o terceiro colocado, com 105 vitórias em 211 confrontos. Atlético e Palmeiras completam o top 5, com o Galo alcançando a marca em 199 jogos, enquanto o Verdão precisou de 181.
A vitória atleticana foi construída com muita entrega e disciplina tática. O gol da partida foi marcado pelo argentino Tomás Cuello, aos 22 minutos do segundo tempo, após erro de passe de Léo Pereira. Cuello aproveitou a falha, invadiu a área e finalizou com precisão, garantindo o triunfo mineiro. A jogada teve participação decisiva de Rony, que pressionou a saída de bola e forçou o erro da defesa rubro-negra.
Durante o jogo, o Atlético mostrou consistência defensiva e soube neutralizar as principais ações ofensivas do Flamengo. O goleiro Everson foi destaque com defesas importantes, especialmente nos minutos finais, quando o time carioca pressionou em busca do empate. O atacante Samuel Lino chegou a balançar as redes, mas o gol foi corretamente anulado por impedimento.
Após o jogo, Cuello dedicou o gol ao técnico Cuca, que enfrentou uma semana difícil com uma perda pessoal. “Dedicamos essa vitória ao Cuca. Dei um abraço de coração nele esperando que possa superar tudo isso. Esse gol significa muito, fiquei um tempo lesionado, mas tinha um objetivo que me fazia acordar todos os dias”, disse o argentino, emocionado.
O Atlético, bicampeão da Copa do Brasil (2014 e 2021), busca o tricampeonato após bater na trave em 2024, quando foi derrotado na final justamente pelo Flamengo. Agora, o reencontro com o rival carioca pode representar a revanche perfeita. A partida decisiva será disputada na Arena MRV, na próxima quarta-feira (6/8), às 19h. O Galo pode até empatar para garantir a classificação.
Antes disso, o foco se volta para o Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o Atlético enfrenta o Bragantino, também na Arena MRV, às 18h30, pela 18ª rodada da Série A. Ocupando a 13ª colocação, o time mineiro busca reencontrar o caminho das vitórias e embalar na temporada.
Também na quinta, no MorumBis, pelo jogo de ida das oitavas da Copa do Brasil, o São Paulo bateu o Athletico-PR por 2 a 1, com gols de Pablo Maia e Ferreirinha para o tricolor paulista, e Kevin Viveros descontando para o Furacão. O duelo segue em aberto para a partida de volta,na quarta-feira, dia 6, a partir das 19h30m, na Ligga Arena, em Curitiba.

Jogadores do Atlético comemoram gol de Cuello sobre o Flamengo no Maracanã (foto: Pedro Souza/Atlético)
RIO INAUGURA MUSEU DOS JOGOS OLÍMPICOS DE 2016
O Rio de Janeiro se prepara para enriquecer seu cenário cultural e esportivo. Na semana passada, o prefeito Eduardo Paes apresentou oficialmente o Rio Museu Olímpico, no Velódromo do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, que estará aberto à visitação na terça-feira, dia 5. O novo equipamento, chancelado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), celebra os nove anos dos Jogos de 2016 e resgata a memória de um dos eventos mais marcantes da história recente da cidade, integrando-o à The Olympic Museums Network, uma rede global de 37 instituições.
O espaço, que conta com cerca de 1.700 metros quadrados, apresenta aos visitantes uma jornada que vai desde a candidatura da Rio 2016 até o impacto e o legado do evento na capital fluminense. Com mais de mil peças em seu acervo, das quais 300 estão em exposição, o museu é dividido em 13 áreas temáticas e oferece cerca de 80 experiências e atividades interativas e imersivas. Entre as relíquias expostas, o público poderá ver itens como a tocha, medalhas, a bola da final do vôlei masculino que deu o ouro ao Brasil e a faixa preta do quimono da judoca Rafaela Silva, campeã olímpica em 2016.
A campeã olímpica, que participou da apresentação do museu à imprensa, nesta sexta-feira, dia 1o, destacou a importância do espaço para a memória dos atletas e do público. “É um momento muito especial, muito bacana poder pensar nisso e lembrar como foram os Jogos Olímpicos. Ser uma cidade olímpica, com certeza, é um privilégio gigantesco… Poder voltar num lugar como esse, relembrar um pouco da história, com certeza, é um momento muito especial, gratificante”, afirmou Rafa Silva.
O projeto do museu, que custou R$ 118 milhões (sendo R$ 73 milhões em obras e R$ 45 milhões em iconografia), teve como objetivo contar a história da cidade pelo ponto de vista olímpico, desde a primeira tentativa de sediar o evento em 1936.
Durante agosto e setembro, a entrada será gratuita, mas com acesso limitado a 120 pessoas por dia, divididas em grupos de 30. As visitas devem ser agendadas a partir de 4 de agosto pelo site www.museuolimpico.rio. Após esse período, a visitação passará a ser cobrada, com o valor da inteira estimado em cerca de R$ 40. O espaço, que inicialmente será administrado por uma Organização Social, tem a meta de receber 2 mil visitantes por mês no primeiro ano de operação. A inauguração também acontece em um momento estratégico, às vésperas de Rio e Niterói apresentarem no próximo dia 8, sexta-feira, sua candidatura conjunta para sediar os Jogos Pan-Americanos de 2031.

Rio de Janeiro inaugura Museu Olímpico — Foto: Beth Santos/Prefeitura do Rio
LÁ EM MINAS
AMÉRICA – Continua o drama do América na Série B do Campeonato Brasileiro. Neste sábado, dia 2 de agosto, pela 20a rodada, o time perdeu por 2 a 1 para o Botafogo-SP, em Ribeirão Preto-SP. O gol do alviverde foi de Miguelito, e os do time paulista foram de foram de Léo Gamalho.
ATLÉTICO – O Conselho Deliberativo do Atlético publicou na última sexta-feira, dia 1o, convocação dos conselheiros para uma nova reunião extraordinária a 16 de setembro, que vai discutir os percentuais da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e em especial, a criação do Museu do Galo, a ser construído na Arena do Galo.
CRUZEIRO – Por meio de exames de imagem, ficou constatado que o lateral-direito Fagner sofreu uma fratura na perna direita. Segundo o clube, o tratamento indicado é conservador, ou seja, sem intervenção cirúrgica. Fagner se lesionou no empate sem gols com o CRB, na quarta-feira, dia 30 de julho, pela Copa do Brasil.
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