O Fluminense encerrou sua jornada na Copa do Mundo de Clubes com um misto de sentimentos. A derrota por 2 a 0 para o Chelsea, – dois gols do atacante João Pedro, revelação da base do próprio tricolor – na semifinal do último dia 8 de julho, em Nova Jersey, marcou a eliminação do clube carioca.
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Copa do Mundo de Clubes: Fluminense eliminado após bela campanha
O Fluminense encerrou sua jornada na Copa do Mundo de Clubes com um misto de sentimentos. A derrota por 2 a 0 para o Chelsea, – dois gols do atacante João Pedro, revelação da base do próprio tricolor – na semifinal do último dia 8 de julho, em Nova Jersey, marcou a eliminação do clube carioca. Entretanto, a campanha geral – com três vitórias, dois empates e apenas uma derrota – deixa um saldo de muito mais orgulho do que frustração. O time de Renato Gaúcho retorna ao Brasil com a honra de ser a melhor equipe sul-americana da competição, e com um status elevado, tanto em campo quanto fora dele.
A participação tricolor nos Estados Unidos foi uma verdadeira montanha-russa de emoções e um laboratório para a equipe. Para o Fluminense, ela se transformou em uma oportunidade de virada de chave econômica e competitiva. Os impressionantes R$ 336 milhões em premiação representam o maior valor já recebido por um clube brasileiro em uma única temporada, um respiro financeiro que pode impulsionar o planejamento futuro do clube.
Vários jogadores do Fluminense aproveitaram o palco do Mundial para se destacar e solidificar suas posições. Renato Gaúcho, o comandante do elenco, voltou ao Rio de Janeiro com moral elevado. Suas estratégias e a capacidade de mudar o esquema tático quando necessário, vencendo duelos táticos importantes contra técnicos de Borussia Dortmund, Inter de Milão e Al-Hilal, o confirmaram como o principal nome da delegação tricolor. A inteligência tática e a leitura de jogo do treinador foram essenciais para a campanha.
Já o volante Hércules, que chegou ao torneio sendo alvo de questionamentos, encerra sua participação em alta. Graças aos gols decisivos contra Inter de Milão e Al-Hilal e a uma regularidade impressionante, ele se consolidou como uma peça-chave no meio-campo e é um dos nomes que prometem seguir em ascensão na temporada. Ao seu lado, Martinelli também ganhou a confiança da torcida e do técnico, desmentindo críticas de que sumia em jogos grandes. Na defesa, a atuação do zagueiro Ignácio foi impecável. Titular desde a terceira rodada da fase de grupos, ele dissipou as desconfianças e mostrou que pode ser um parceiro sólido para Thiago Silva, elevando o nível defensivo da equipe. O mesmo se aplica ao argentino Freytes, que funcionou brilhantemente no esquema de três zagueiros e já era titular ao lado de Thiago Silva, inclusive marcando um gol decisivo contra o Ulsan.
Ainda no sistema defensivo, o goleiro Fábio aumentou ainda mais sua idolatria no Fluminense. Prestes a completar 45 anos, foi um herói nas classificações contra Inter de Milão e Al-Hilal, com defesas incríveis que foram cruciais para a chegada do Tricolor à semifinal. Sua longevidade e desempenho foram inspiradores. Ao seu lado, Thiago Silva entregou o que se esperava de um líder defensivo de seu calibre. Destaque absoluto da Copa do Mundo de Clubes, o “Monstro” fez os companheiros ao seu redor subirem de produção em todas as partidas, reforçando sua condição de ídolo e, possivelmente, carimbando seu passaporte de volta à seleção brasileira.
Jhon Arias, por sua vez, foi o jogador mais regular do Fluminense, eleito o melhor em campo pela FIFA em quatro das seis partidas disputadas. Sua entrega e talento foram expostos ao mundo, e a imagem de sua emoção após a eliminação comoveu a todos, reforçando o vínculo do colombiano com o clube e a torcida.
No entanto, a competição também expôs pontos a serem ajustados. Aos 37 anos, Germán Cano, não fez uma boa Copa do Mundo de Clubes. Ganso é outro que volta em baixa. Iniciando no banco de reservas, o camisa 10 viu o time apresentar um melhor desempenho sem sua presença inicial. Quando atuou como titular contra o Ulsan, foi substituído no intervalo com o Tricolor perdendo por 2 a 1, e não voltou a ter minutos em campo.
O Fluminense, que terminara o ano de 2024 lutando contra o rebaixamento no Brasileirão, saiu dos Estados Unidos maior do que chegou, não apenas pela premiação recorde, mas pela valorização institucional, pela maturação do time sob o comando de Renato Gaúcho e pelo resgate da autoestima de uma torcida que mostrou sua força globalmente.
BOTAFOGO TEM NOVO TÉCNICO: DAVIDE ANCELOTTI
O Botafogo anunciou oficialmente a contratação de Davide Ancelotti como seu novo treinador, uma aposta ousada de John Textor para suceder a Renato Paiva após a Copa do Mundo de Clubes. O italiano de 35 anos, filho e auxiliar de Carlo Ancelotti na seleção brasileira, chegou ao Rio de Janeiro para sua primeira experiência como técnico principal de uma equipe.
A negociação foi encaminhada nos últimos dias e culminou na assinatura de um contrato que se estende até o final de 2026, com uma curiosa cláusula que permite sua “convocação pontual” para integrar a comissão do pai na reta final de preparação para a Copa do Mundo de 2026. O primeiro desafio em campo já será neste sábado, dia 12, contra o Vasco, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Mané Garrincha, em Brasília.
A escolha de Davide Ancelotti para comandar o Alvinegro desperta grande curiosidade, especialmente por ele nunca ter tido a experiência de treinador principal em sua carreira. Essa é, sem dúvida, sua principal desvantagem inicial. No entanto, o currículo do “Ancelotti Jr.” revela mais de uma década acompanhando seu pai nas cinco principais ligas do futebol europeu – França, Espanha, Alemanha, Itália e Inglaterra – e, mais recentemente, no Brasil. Essa imersão profunda em ambientes de altíssimo nível é um trunfo valioso que o Botafogo espera capitalizar.
Apesar de uma carreira discreta como jogador, que o viu se aposentar precocemente aos 20 anos sem disputar jogos oficiais pelo Milan ou Borgomanero, Davide aproveitou o tempo para se formar em Ciências do Esporte. Foi em 2012 que ele se juntou a Carlo Ancelotti no Paris Saint-Germain como preparador físico, iniciando uma parceria que se tornou inseparável no mundo do futebol. A imprensa europeia, inclusive, o apelidou de “arma secreta” de seu pai, dada sua influência e conhecimento tático.
Após o Real Madrid, Davide acompanhou Carlo em passagens menos badaladas por Napoli e Everton, experiências que, no entanto, lhe renderam ainda mais rodagem e conhecimento. A versatilidade também é uma marca: as passagens por diferentes países o ajudaram a aprimorar cinco idiomas: italiano, francês, espanhol, alemão e inglês. Apesar das sondagens de clubes como Como, Rangers e Deportivo La Coruña, Davide havia escolhido se juntar ao pai na seleção brasileira, participando inclusive da vitória sobre o Paraguai que garantiu a vaga na Copa do Mundo de 2026.

Imagem divulgada no Botafogo
SELEÇÃO FEMININA ESTÁ PRONTA PARA A COPA AMÉRICA
A Seleção Brasileira Feminina de Futebol concluiu sua intensa fase de preparação na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), e embarcou na última quinta-feira, dia 10 de julho, rumo a Quito, no Equador, onde disputará a Copa América. O primeiro desafio da equipe comandada por Arthur Elias será no domingo, dia 13, às 21h de Brasília, contra a Venezuela, no Estádio Chillogallo. A expectativa é alta, com o Brasil buscando manter sua hegemonia no continente e dar mais um passo fundamental em seu novo ciclo.
Com um histórico impressionante de oito títulos em nove edições disputadas, o Brasil carrega a responsabilidade de ser o maior campeão da Copa América Feminina. Essa herança vitoriosa é um peso e um estímulo, como destacou o técnico Arthur Elias antes da viagem:
“Encaro como uma competição que nós temos a responsabilidade de vencer. O Brasil venceu oito de novo, não podemos fazer diferente. Queremos que a Seleção evolua e conquiste mais do que já conquistou.”
Arthur Elias reconhece que o futebol sul-americano, assim como o global, tem crescido em nível técnico e tático.
“O futebol sul-americano, assim como no mundo inteiro, cresceu. Enxergo que o Brasil e a Colômbia são seleções que têm mostrado um nível maior internacionalmente”, opinou.
A Colômbia, por sua vez, foi a adversária na última final da Copa América, vencida pelo Brasil por 1 a 0, e estará no mesmo Grupo B desta edição, ao lado de Bolívia, Paraguai e Venezuela.
O processo de renovação da seleção, que se intensificou após 2022 e a Copa do Mundo de 2023, é evidente. Apenas nove nomes remanescentes da última conquista da Copa América fazem parte do elenco atual, que conta com a inclusão de jovens talentos como Dudinha e Jhonson, que brilharam nos amistosos contra o Japão.

Imagem divulgada no site da CBF
LÁ EM MINAS
AMÉRICA – O presidente do clube, Alencar da Silveira, fez duras críticas à equipe após a derrota por 1 a 0 para o Athletic, na última segunda-feira, dia 7, em Belo Horizonte, pela 15ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Por meio do Instagram, Alencar cobrou os jogadores do América, que está em 12o, com 20 pontos.
ATLÉTICO – Capitão do time, Hulk se posicionou sobre o clube ter atrasado os salários dos jogadores em julho. O pagamento deveria ter sido depositado no último dia 6, mas o alvinegro enfrenta dificuldades. Ele confirmou que há uma reunião agendada dos atletas com a diretoria.
CRUZEIRO – Há quase dois anos, Matheus Pereira veste a camisa celeste. Torcedor do clube, o camisa 10 se aproxima de 100 jogos pela Raposa. Segundo estatística do Cruzeiro, que também inclui amistosos, ele fez a 99a partida pelo clube no 1 a 0 sobre o Banfield, no amistoso de domingo, dia 6, em Cariacica-ES.




