Flamengo conquista nono título do Brasileirão
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Flamengo faz história, com títulos da libertadores e do brasileirão
O Flamengo fez história no futebol brasileiro. Apenas quatro dias após levantar o tetracampeonato da Libertadores contra o Palmeiras, os comandados de Filipe Luís conquistaram também o eneacampeonato (nona conquista) do Brasileirão, com uma rodada de antecedência. O feito coloca o grupo na galeria dos raros times que conseguiram a dobradinha nacional e continental no mesmo ano.
A vitória por 1 a 0 sobre o Ceará, no Maracanã lotado com 73 mil torcedores, teve como protagonista Samuel Lino. A contratação mais cara da história rubro-negra escreveu sua principal página até aqui ao marcar o gol decisivo aos 36 minutos do primeiro tempo, após receber passe de Carrascal e bater cruzado por baixo do goleiro Bruno Ferreira. O lance ainda contou com o corta-luz de Jorginho, desequilibrando a defesa adversária.
A diretoria havia colocado o Brasileirão como prioridade desde o início do ano, e o grupo foi além, tornando-se apenas o quinto da história a conquistar Libertadores e Brasileiro no mesmo ano — juntando-se ao Santos de 1962 e 1963, ao próprio Flamengo de 2019 e ao Botafogo de 2024.
Mesmo após dias de celebração pelo título continental, Filipe Luís escalou força máxima para sacramentar a conquista diante da torcida. A escolha se mostrou acertada: Lino, Carrascal e Varela foram os mais participativos em campo, e o atacante converteu a melhor chance que teve. “Mostra o quanto eu sou resiliente, luto, tento, batalho. Hoje volto para ser campeão profissional no mesmo Maracanã onde já fui campeão sub-20. Sinto grande gratidão”, enfatizou Lino após o jogo.
O título amplia a galeria de conquistas da equipe, que já havia faturado Libertadores, Supercopa do Brasil e Carioca, e ainda disputará a Copa Intercontinental. Para Filipe Luís, o feito reforça sua rápida ascensão como treinador: em apenas 14 meses de carreira, já soma cinco títulos, incluindo a Copa do Brasil de 2024. “Eles fizeram história. Os números não mentem, somos os melhores em tudo. Sou muito orgulhoso de poder liderar esse grupo”, afirmou o técnico.
Arrascaeta e Bruno Henrique, pilares desde 2019, seguem ampliando seus currículos e se consolidando como os maiores vencedores da história do Flamengo, agora com 17 títulos oficiais cada. O camisa 10, artilheiro da equipe no Brasileirão, foi protagonista da campanha e símbolo da continuidade de uma era vitoriosa.
O jogo contra o Ceará foi marcado pela paciência do Flamengo para encontrar espaços contra um adversário que luta contra o rebaixamento. Com amplo domínio da posse de bola e controle defensivo, o time rubro-negro manteve a vantagem sem sustos. Na segunda etapa, Arrascaeta, Lino, Bruno Henrique e Cebolinha tiveram chances de ampliar, mas o placar mínimo foi suficiente para iniciar a festa definitiva no Maracanã.
Vice-líder, o Palmeiras já vencia o Atlético-MG (3 a 0), mas a notícia pouco importava para os rubro-negros, que dependiam apenas de si. Com o triunfo, o título foi confirmado e os jogadores foram ovacionados pela torcida ao serem substituídos nos minutos finais.
Agora, todos os olhos se voltam para o Catar. Na próxima quarta-feira (10), o Flamengo estreia na Copa Intercontinental contra o Cruz Azul, do México, com o objetivo de chegar à final diante do campeão europeu Paris Saint-Germain. A última rodada do Brasileirão, contra o Mirassol, terá equipe alternativa, já que a CBF antecipou o confronto para sábado (6), às 18h30, no Estádio Maião.
ARRASCAETA E BRUNO HENRIQUE, COLECIONADORES DE TAÇAS
Maiores campeões da história do Flamengo, com 17 títulos cada, Bruno Henrique e Giorgian de Arrascaeta caminham em sentidos opostos no clube neste momento. Companheiros desde 2019 e símbolos da geração mais vitoriosa do Rubro-Negro, o atacante cogita aposentadoria ao fim de seu contrato em 2026, enquanto o meia uruguaio acaba de renovar até 2028, projetando seguir como protagonista por mais alguns anos.
Aos 35 anos, Bruno Henrique entra em sua última temporada com a camisa rubro-negra. Ainda no gramado do Maracanã, após a conquista do eneacampeonato brasileiro, o atacante admitiu que deseja encerrar a carreira no clube. “O meu desejo, minha vontade é terminar aqui no Flamengo. Jogar esse meu último ano e quem sabe pendurar as chuteiras”, afirmou.
Com 341 jogos, 110 gols e 53 assistências, BH é um dos maiores ídolos da história do Flamengo. Dos seus 17 títulos, três são de Libertadores, incluindo a conquista de 2025, que repetiu a tríplice coroa de 2019: Carioca, Brasileiro e continental. Para ele, cada temporada teve um sabor especial, embora reconheça que 2019 foi o auge.
Antes da despedida, Bruno Henrique ainda pode ampliar sua galeria. No próximo sábado, o Flamengo embarca para Doha, no Catar, para disputar a Copa Intercontinental. O atacante destacou a importância da competição: “Mundial é o mais importante. Vamos com humildade e respeito, mas sabendo que quem está entrando em campo é o Flamengo”.
Se Bruno Henrique pensa na aposentadoria, Arrascaeta vive o auge da carreira. Aos 31 anos, o uruguaio renovou contrato até 2028 e encerrou 2025 como artilheiro do Flamengo no Brasileirão e na temporada. Foram 41 participações em gols — 23 bolas na rede e 18 assistências —, consolidando o melhor ano de sua trajetória.
O camisa 10 foi decisivo em jogos grandes, destravando partidas equilibradas contra Palmeiras, Botafogo e Bragantino. Na final da Libertadores, foi dele o escanteio que resultou no gol de Danilo, garantindo o tetracampeonato em Lima. Mais perto da área, Arrascaeta assumiu papel de artilheiro em um ano de dificuldades para os centroavantes.
Filipe Luís, técnico rubro-negro, explicou a mudança: “Eu monto a equipe em função do melhor jogador, sempre tento dar facilidades para que ele esteja mais perto do gol, onde é realmente diferente”. A adaptação deu certo: Arrascaeta disputou 61 jogos, a temporada mais longa de sua carreira, após cirurgia no joelho que encerrou precocemente seu 2024.
Com Bruno Henrique e Arrascaeta, o Flamengo celebra dois ídolos eternos que seguem escrevendo páginas distintas, mas igualmente marcantes, na história do clube. Um se prepara para a despedida, o outro para ampliar ainda mais sua trajetória como maestro e artilheiro.

Arrascaeta foi o nome do nono título brasileiro do Flamengo — Foto: Adriano Fontes/Flamengo
SELECAO FEMININA GOLEIA PORTUGAL
A Seleção Brasileira Feminina fechou o ano de 2025 em grande estilo. No Estádio Municipal de Aveiro, em Portugal, o time comandado por Arthur Elias goleou as donas da casa por 5 a 0, em amistoso disputado diante de pouco mais de 15 mil torcedores. Foi a terceira vitória da Amarelinha sobre as portuguesas em três confrontos na história.
Logo aos 58 segundos, Gabi Zanotti abriu o placar de cabeça após cruzamento preciso de Dudinha. Aos 16 minutos, Ludmila ampliou em jogada individual, arrancando desde o meio-campo e finalizando rasteiro. A própria Dudinha fez o terceiro, aos 30, após assistência da companheira de ataque. No segundo tempo, Isabela marcou seu primeiro gol pela Seleção, também de cabeça, e Bia Zaneratto fechou a conta nos acréscimos, convertendo pênalti sofrido por Bruninha.
Mais do que o placar elástico, o Brasil mostrou intensidade e organização tática, recuperando-se da derrota para a Noruega três dias antes. A equipe pressionou a saída de bola das portuguesas, criou oportunidades e não deu espaços defensivos, impondo ritmo superior durante toda a partida.
Com o resultado, Arthur Elias encerra 2025 com seu melhor desempenho à frente da Seleção: dez vitórias, dois empates e três derrotas, aproveitamento de 71,1%. O treinador assumiu o cargo em setembro de 2023, sucedendo Pia Sundhage, e já conquistou seu primeiro título com o Brasil em agosto, quando levou a equipe à nona Copa América de forma invicta.
Acostumado a erguer taças no Corinthians — foram 16 em seis anos —, Elias chamou 49 atletas em seis convocações ao longo da temporada. O ataque mostrou evolução: a média de gols por partida subiu de 2,1 em 2024 para 2,6 em 2025. Por outro lado, a defesa sofreu mais, passando de 0,7 para 1,2 gols por jogo. Amanda Gutierres terminou como artilheira do ano, com sete gols, seguida por Kerolin (6) e Dudinha (5). Angelina e Gio Gaberlini foram as principais assistentes, com cinco passes para gol cada.
A Seleção também acumulou vitórias de peso contra adversários do top-10 mundial. Em abril, derrotou pela primeira vez os Estados Unidos em solo americano e venceu a Inglaterra, bicampeã europeia, além da Itália, semifinalista continental. Superou ainda o Japão em duas ocasiões. No lado negativo, perdeu para EUA, França e Noruega.
A expectativa agora é pela atualização do ranking da Fifa, marcada para o próximo dia 10. Em abril, o Brasil havia alcançado a quarta colocação, entrando no top-5 pela primeira vez desde 2011, mas caiu três posições desde então. Os resultados recentes contra seleções de elite podem recolocar a equipe em destaque.
Com a goleada sobre Portugal e o balanço positivo da temporada, a Seleção Brasileira Feminina encerra 2025 em alta, fortalecida para os desafios que virão em 2026 e com a confiança renovada sob o comando de Arthur Elias.

Tarciane e Gabi Zanotti comemoram um dos gols da Seleção
Lívia Villas Boas / CBF
LÁ EM MINAS
AMÉRICA – O clube anunciou na última terça-feira, dia 2, a contratação do meio-campista Eduardo Person. Em 2025, ele jogou pela Chapecoense, que conquistou o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. A outra contratação alviverde foi o lateral-direito Artur, campeão da Série C pela Ponte Preta.
ATLÉTICO – Na noite da última quarta-feira, dia 3 de dezembro, o Galo cometeu vários erros e acabou goleado pelo Palmeiras, por 3 a 0, em plena Arena MRV, em Belo Horizonte, em jogo adiado da 34a rodada do Brasileirão. Com o resultado, o alvinegro está em 13o lugar, com 45 pontos. Flaco López, Allan e Luighi marcaram os gols da vitória palmeirense.
CRUZEIRO – Dono da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Cruzeiro, o empresário Pedro Lourenço, o Pedrinho, marcou presenca na apresentação de Néiser Villarreal, atacante de 20 anos, na última terça-feira, dia 2. O dirigente exaltou o colombiano e afirmou: “Já tínhamos um artilheiro, agora são dois”, declarou, referindo-se a Kaio Jorge, goleador do Brasileirão e da Copa do Brasil. Néiser jogava no Millonarios, da Colômbia, e assinou pré-contrato com a Raposa em setembro.
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