O Botafogo enfrentou uma verdadeira prova de resistência na noite desta quarta-feira, dia 18 de fevereiro, ao subir os quase 4 mil metros de altitude de Potosí para encarar o Nacional Potosí. No Estádio Victor Agustín Ugarte, o fator geográfico foi o protagonista silencioso, ditando um ritmo de jogo onde o fôlego curto dos brasileiros contrastava com a agressividade dos donos da casa. Apesar do esforço hercúleo para manter a organização defensiva, o Alvinegro acabou derrotado por 1 a 0, gol marcado pelo lateral Baldomar, saindo em desvantagem no duelo eliminatório da Pré-Libertadores.
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Pré-Libertadores: Botafogo perde
O Botafogo enfrentou uma verdadeira prova de resistência na noite desta quarta-feira, dia 18 de fevereiro, ao subir os quase 4 mil metros de altitude de Potosí para encarar o Nacional Potosí. No Estádio Victor Agustín Ugarte, o fator geográfico foi o protagonista silencioso, ditando um ritmo de jogo onde o fôlego curto dos brasileiros contrastava com a agressividade dos donos da casa. Apesar do esforço hercúleo para manter a organização defensiva, o Alvinegro acabou derrotado por 1 a 0, gol marcado pelo lateral Baldomar, saindo em desvantagem no duelo eliminatório da Pré-Libertadores.
A estratégia do técnico Martín Anselmi foi moldada pelas circunstâncias: sem peças importantes como Allan, Danilo e Arthur Cabral, entregues ao departamento médico, o treinador optou por uma linha de cinco defensores. O objetivo era claro: fechar os espaços e explorar a velocidade de Matheus Martins e Montoro nos contra-ataques. No entanto, a teoria encontrou barreiras físicas reais. Logo aos 28 minutos da primeira etapa, o goleiro Léo Linck precisou de atendimento médico por dificuldade respiratória, um sintoma clássico do ar rarefeito que assombrou a equipe carioca durante os 90 minutos.
Mesmo sob pressão e vendo os bolivianos abusarem dos chutes de longa distância, o Botafogo teve chances de ouro para mudar o destino da partida. A falta de pontaria, contudo, foi cruel. No primeiro tempo, Matheus Martins recebeu livre, ganhou na velocidade e ficou cara a cara com o goleiro, mas finalizou para fora. Na segunda etapa, foi a vez de Montoro desperdiçar uma oportunidade inacreditável: com o gol aberto à sua frente após grande jogada de Vitinho, o camisa 10 acertou a trave, castigando o time que criava perigo mesmo com menos posse de bola.
O castigo definitivo veio logo após o intervalo em uma jogada de bola parada. Em falta ensaiada próxima à linha de fundo, a defesa alvinegra vacilou na marcação e permitiu que Baldomar aparecesse livre no primeiro pau. Desta vez, nem mesmo as boas intervenções de Léo Linck — que vinha sendo um dos destaques com defesas importantes — puderam evitar que as redes balançassem. O gol premiou a insistência do Nacional Potosí, que soube usar as condições locais para manter o Botafogo acuado em boa parte do confronto.
A derrota no Altiplano acende um sinal de alerta vermelho em General Severiano, pois marca o sexto revés consecutivo do Botafogo na temporada. O time de Martín Anselmi vive um momento de extrema turbulência, vindo de quedas consecutivas nos clássicos do Campeonato Carioca e resultados negativos no Brasileirão. A crise de confiança parece caminhar junto com o desgaste físico, tornando a missão de reverter o cenário na Libertadores não apenas um desafio tático, mas principalmente psicológico para um elenco pressionado pela torcida.
Agora, o foco volta-se para o Estádio Nilton Santos, onde as equipes se reencontram na próxima quarta-feira, às 21h30. Para avançar à terceira e última fase da Pré-Libertadores, o Botafogo precisa vencer por dois ou mais gols de diferença. Uma vitória simples por um gol leva a decisão para as penalidades máximas, já que o gol qualificado fora de casa não é mais critério de desempate. Qualquer empate ou nova derrota entrega a classificação diretamente aos bolivianos, o que seria um desastre precoce para as pretensões continentais do clube.
Quem passar deste duelo já sabe o que terá pela frente no caminho rumo à fase de grupos. O vencedor enfrentará o classificado de Barcelona de Guayaquil e Argentino Juniors. Por enquanto, os argentinos levam vantagem após vencerem o primeiro jogo no Equador por 1 a 0. Para o Botafogo, o caminho é árduo e exige uma noite de eficiência máxima no Rio de Janeiro, transformando o “tapetinho” do Nilton Santos no combustível que faltou nos pulmões dos atletas na Bolívia.




