O agente do Departamento de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE, sigla em inglês) Jonathan Ross tornou-se milionário após apoiadores criarem campanhas de arrecadação online em seu nome, semanas depois de ele ter sido responsável pelo disparo que matou Renee Good, em Minneapolis, no estado de Minnesota.
Publicidade
Acusado de matar cidadã americana em ação do ICE se torna milionário graças à campanha online
O agente do Departamento de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE, sigla em inglês) Jonathan Ross tornou-se milionário após apoiadores criarem campanhas de arrecadação online em seu nome, semanas depois de ele ter sido responsável pelo disparo que matou Renee Good, em Minneapolis, no estado de Minnesota.
As campanhas, lançadas por terceiros, já ultrapassaram a marca de US$ 1 milhão, segundo reportagens da imprensa norte-americana.
Ross não iniciou pessoalmente nenhuma das campanhas virtuais, mas os organizadores afirmam que os recursos arrecadados serão destinados a ele para custear despesas legais, apoio pessoal e eventuais processos judiciais decorrentes do caso. As doações foram feitas em diferentes plataformas digitais, algumas das quais passaram a ser alvo de questionamentos públicos e revisões internas.
O episódio que deu origem às campanhas ocorreu no início de janeiro, durante uma operação federal de imigração. Renee Good, de 37 anos, foi morta a tiros após uma abordagem de agentes federais. Segundo a versão oficial apresentada pelas autoridades, a vítima teria representado uma ameaça iminente aos agentes no momento da ação.
Testemunhas e vídeos divulgados posteriormente, no entanto, levantaram dúvidas sobre essa narrativa, alimentando protestos e pedidos de investigação independente.
A morte de Good gerou forte reação da sociedade civil, especialmente em Minnesota, onde manifestações denunciaram o uso excessivo da força por agentes federais e criticaram a atuação do ICE fora de áreas tradicionalmente associadas ao controle de fronteiras. Organizações de direitos civis cobram transparência e responsabilização no caso.
Enquanto isso, o volume de doações em apoio a Jonathan Ross aprofundou a polarização em torno do episódio. Defensores do agente afirmam que ele agiu em legítima defesa e que os recursos são necessários para garantir seu direito à ampla defesa. Críticos, por outro lado, classificam as arrecadações como uma “recompensa simbólica pela violência” e questionam se as plataformas estão violando suas próprias regras ao permitir campanhas ligadas a mortes causadas por agentes do Estado.
Especialistas em financiamento coletivo lembram que, embora seja comum a criação de fundos para despesas legais, muitas plataformas proíbem campanhas que glorifiquem ou incentivem violência, especialmente antes da conclusão de investigações oficiais. Algumas das páginas criadas em nome de Ross já foram removidas ou passaram por revisão.
O caso segue sob análise das autoridades federais, enquanto a morte de Renee Good permanece como mais um episódio a intensificar o debate nacional sobre uso da força, imigração e responsabilização de agentes federais nos Estados Unidos.




