Enquanto isso, a família segue mobilizada em busca da libertação da idosa, alegando que a manutenção da detenção representa não apenas uma questão migratória, mas também humanitária, diante da progressão de sua doença em um ambiente considerado inadequado para seu tratamento.
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Avó imigrante passa 9 meses em detenção do ICE e família denuncia agravamento de demência
Julia Benitez, uma idosa imigrante, descrita pela família como avó e figura central do núcleo familiar, permanece há cerca de nove meses sob custódia do Departamento de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), no Eloy Detention Center, no estado do Arizona. O caso tem gerado preocupação entre parentes e defensores de direitos humanos, especialmente devido ao estado de saúde da detida.
Segundo relatos da família, Julia sofre de demência e apresentou piora significativa do quadro cognitivo desde que foi colocada em regime de detenção migratória. Eles afirmam que o período prolongado em custódia, aliado ao ambiente restritivo e à ausência de cuidados especializados contínuos, teria contribuído para o agravamento da doença.
De acordo com os familiares, episódios de confusão mental, lapsos de memória e desorientação tornaram-se mais frequentes ao longo dos meses. A família também demonstra preocupação com a capacidade da idosa de compreender sua própria situação legal, bem como de participar adequadamente de audiências e processos migratórios.
O caso ocorre em meio a um cenário mais amplo: organizações de defesa dos imigrantes apontam aumento no número de pessoas idosas mantidas em centros de detenção do ICE em diferentes estados americanos. Para especialistas, a presença crescente desse grupo vulnerável levanta questionamentos sobre a estrutura médica e psicológica oferecida nessas unidades, que tradicionalmente não são projetadas para cuidados geriátricos ou tratamento de doenças neurodegenerativas.
Advogados e ativistas têm defendido a concessão de liberdade humanitária para imigrantes idosos e com problemas graves de saúde, argumentando que alternativas à detenção — como monitoramento eletrônico ou liberdade supervisionada — seriam mais adequadas e menos prejudiciais.
Procurado em situações semelhantes, o ICE costuma afirmar que fornece atendimento médico conforme os padrões federais e que analisa pedidos de liberação caso a caso, levando em consideração condições médicas e riscos processuais.
Enquanto isso, a família segue mobilizada em busca da libertação da idosa, alegando que a manutenção da detenção representa não apenas uma questão migratória, mas também humanitária, diante da progressão de sua doença em um ambiente considerado inadequado para seu tratamento.




