A cantora norte-americana Sabrina Carpenter reagiu com veemência nesta terça-feira após a Casa Branca publicar em sua conta no X um vídeo que utiliza sua música Juno como trilha sonora para imagens de operações da ICE em que agentes perseguem, algemam e detêm pessoas. Segundo a divulgação oficial, o vídeo seria parte da campanha de repressão a imigrantes conduzida pela administração de Donald Trump.
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Cantora Sabrina Carpenter critica uso de sua música em vídeo da Casa Branca sobre prisões de imigrantes
A cantora norte-americana Sabrina Carpenter reagiu com veemência nesta terça-feira após a Casa Branca publicar em sua conta no X um vídeo que utiliza sua música Juno como trilha sonora para imagens de operações da ICE em que agentes perseguem, algemam e detêm pessoas. Segundo a divulgação oficial, o vídeo seria parte da campanha de repressão a imigrantes conduzida pela administração de Donald Trump.
Na gravação, a letra da canção — com versos como “Have you ever tried this one?” — é combinada com cenas de detenção, criando um contraste que gerou indignação nas redes.
Em resposta, Carpenter publicou no X: “This video is evil and disgusting. Do not ever involve me or my music to benefit your inhumane agenda.”
Com isso, a artista deixou claro que não autorizou a utilização de sua música para promover a política de imigração da administração.
A reação da Casa Branca não demorou: a porta-voz oficial, Abigail Jackson, defendeu o uso do vídeo e disse que o governo não pediria desculpas por deportar “criminosos perigosos, assassinos, estupradores e pedófilos ilegais” — referindo-se à narrativa apresentada no post. A declaração também citou outra faixa da cantora, Manchild.
A porta-voz afirmou ainda que “quem defende esses monstros doentes deve ser estúpido, ou lento”, reafirmando o posicionamento da administração.
O episódio reacende um debate que vem se intensificando nos Estados Unidos: o uso não autorizado de músicas de artistas em vídeos de propaganda política ou de políticas migratórias. Carpenter se junta a outros artistas que recentemente condenaram práticas semelhantes.
Críticos afirmam que a nova onda de publicações da administração — combinando cultura pop e políticas estatais controversas — representa uma tentativa de “glamourizar” operações de imigração potencialmente violentas, minimizando o impacto humano por meio de uma estética midiática.
Para ativistas de direitos humanos e defensores de imigrantes, o uso de “trilhas sonoras pop” em vídeos de detenção e deportação agrega um viés simbólico: transforma a separação de famílias e o sofrimento de pessoas vulneráveis em espetáculo e propaganda — algo considerado “eticamente inaceitável”.




