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Enfermeira é liberada após ser acusada de facilitar saída de imigrante sob custódia do ICE

Um episódio ocorrido dentro de um hospital de Michigan virou caso federal nos Estados Unidos. A enfermeira Chloe Freeman, de 33 anos, responde na Justiça sob a acusação de ter facilitado a saída de um cidadão mexicano…

Publicado em 09/30/26
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Enfermeira é liberada após ser acusada de facilitar saída de imigrante sob custódia do ICE

Um episódio ocorrido dentro de um hospital de Michigan virou caso federal nos Estados Unidos. A enfermeira Chloe Freeman, de 33 anos, responde na Justiça sob a acusação de ter facilitado a saída de um cidadão mexicano que havia sido levado à unidade médica enquanto estava sob responsabilidade de agentes de imigração.

Freeman compareceu a um tribunal federal em Detroit e poderá acompanhar o processo em liberdade. Foi estabelecida uma fiança de US$ 10 mil na modalidade conhecida como unsecured bond. Nesse tipo de medida, o valor não precisa ser depositado antecipadamente, mas poderá ser cobrado caso as determinações judiciais sejam descumpridas.

O episódio que originou a investigação aconteceu em 28 de maio, no Trinity Health Ann Arbor Hospital. Segundo documentos apresentados pelas autoridades federais, o homem havia se ferido anteriormente e foi encaminhado ao hospital para receber atendimento e realizar exames.

Depois de passar por uma tomografia, ele deixou a unidade pela área destinada às ambulâncias. Registros de segurança analisados durante a investigação indicam que a saída ocorreu poucos minutos após o término do procedimento médico. Desde então, segundo as informações divulgadas no processo, as autoridades não conseguiram localizá-lo.

A investigação passou a analisar a participação de Freeman na saída do paciente. Em depoimento ao FBI semanas depois, a enfermeira reconheceu que permitiu que ele deixasse o hospital. Ela afirmou, porém, que entendeu que o homem não continuava sob custódia naquele momento, já que os agentes do ICE não estavam presentes dentro da sala onde o exame havia sido realizado.

Os investigadores também registraram declarações da enfermeira sobre sua preocupação com o estado de saúde do paciente e sua discordância em relação a determinadas práticas das autoridades migratórias.

O cidadão mexicano é identificado nos documentos judiciais somente pelas iniciais OBP. As informações tornadas públicas não apresentam seu nome completo nem detalham possíveis antecedentes além das questões relacionadas à sua situação migratória.

A defesa de Freeman informou que ela pretende se declarar inocente. Seu advogado, Matthew Borgula, ressaltou ainda que a acusação apresentada contra a ex-enfermeira é classificada como misdemeanor, categoria menos grave do que uma acusação federal de felony.

Freeman não trabalha mais no Trinity Health Ann Arbor Hospital e também deixou a região. A instituição confirmou seu desligamento, mas informou que não comentaria os detalhes do caso enquanto o processo estiver em andamento.

Agora, o episódio seguirá sendo analisado pela Justiça federal, que deverá determinar se a conduta atribuída à enfermeira configura violação da legislação dos Estados Unidos.

Fonte: Da redação

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