O DHS não detalhou quando as aeronaves entrarão oficialmente em operação, mas fontes ligadas ao setor apontam que a frota deve ser incorporada gradualmente após finalização das adaptações internas, necessárias para missões de transporte sob custódia.
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EUA criam primeira frota própria de aviões do ICE para ampliar operações de deportação
Em um movimento que marca uma mudança significativa na forma como os Estados Unidos conduzem suas operações migratórias, o governo federal aprovou a compra de seis aeronaves Boeing 737 destinadas exclusivamente ao Departamento de Imigração (ICE, sigla em inglês). A iniciativa representa a criação da primeira frota aérea própria do órgão responsável por operações de deportação e marca um avanço na estratégia de internalizar a logística de remoções — antes realizada quase totalmente por meio de voos fretados.
Segundo informações divulgadas pelo Departamento de Segurança Interna (DHS, sigla em inglês), o contrato, avaliado em aproximadamente US$ 140 milhões, tem como objetivo acelerar deportações, ampliar o alcance das missões e reduzir, a longo prazo, custos associados à dependência de aeronaves comerciais e serviços privados .
Até então, as remoções em larga escala dependiam quase totalmente de companhias contratadas, o que limitava rotas, horários e capacidade operacional. Com a nova frota, o ICE passa a ter controle direto sobre parte significativa de sua logística aérea, permitindo maior flexibilidade em itinerários e o potencial aumento no número de voos semanais dedicados a deportações.
A compra ocorre em meio ao fortalecimento das políticas migratórias do governo, que investe em infraestrutura para ampliar o ritmo das remoções e responder ao crescimento do número de imigrantes detidos nas fronteiras e no interior do país. Autoridades afirmam que a frota própria deve proporcionar “eficiência operacional”, enquanto críticos apontam para o risco de uma escalada em deportações em larga escala, com menos transparência e maior poder concentrado nas agências federais .
Especialistas em imigração observam que a decisão reflete uma estratégia mais ampla de endurecimento das ações de fiscalização, alinhada aos investimentos aprovados pelo Congresso para reforçar a segurança de fronteira e expandir o aparato de remoção de estrangeiros. Organizações de direitos humanos, por outro lado, alertam para possíveis impactos humanitários, especialmente para famílias mistas, solicitantes de asilo e imigrantes que vivem há anos no país.
O DHS não detalhou quando as aeronaves entrarão oficialmente em operação, mas fontes ligadas ao setor apontam que a frota deve ser incorporada gradualmente após finalização das adaptações internas, necessárias para missões de transporte sob custódia.




