Um ex-advogado e instrutor de treinamento do Departamento de Imigração dos Estados Unidos (ICE, sigla em inglês) afirmou, durante audiência em fórum do Congresso dos Estados Unidos, que o programa de formação de novos agentes da agência está “deficiente” e “quebrado”. As declarações reacenderam o debate sobre a preparação operacional dos oficiais responsáveis por fiscalizações migratórias em todo o país.
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Ex-advogado do ICE diz que treinamento da agência é “deficiente e quebrado”
Um ex-advogado e instrutor de treinamento do Departamento de Imigração dos Estados Unidos (ICE, sigla em inglês) afirmou, durante audiência em fórum do Congresso dos Estados Unidos, que o programa de formação de novos agentes da agência está “deficiente” e “quebrado”. As declarações reacenderam o debate sobre a preparação operacional dos oficiais responsáveis por fiscalizações migratórias em todo o país.
O depoimento foi prestado por Ryan Schwank, que atuou como instrutor antes de deixar a agência. Segundo ele, o ICE teria reduzido significativamente a carga horária e o conteúdo do treinamento com o objetivo de acelerar a contratação e a colocação de agentes em campo, em meio ao aumento das operações de fiscalização migratória.
De acordo com o ex-instrutor, aproximadamente 240 horas teriam sido cortadas do currículo original. Entre as áreas impactadas estariam disciplinas relacionadas ao uso da força, manuseio de armas de fogo, procedimentos de detenção e limites legais da atuação dos agentes. Ele também alegou que critérios de avaliação teriam sido flexibilizados, permitindo que recrutas fossem aprovados mesmo sem demonstrar pleno domínio técnico.
As críticas surgem em um momento de expansão do efetivo da agência, impulsionada por políticas federais de endurecimento da fiscalização migratória. Parlamentares que participaram do fórum manifestaram preocupação com a possibilidade de que falhas na formação possam comprometer a segurança de agentes e civis durante operações.
Em resposta, o Departamento de Segurança Interna (DHS), órgão ao qual o ICE é subordinado, negou irregularidades. A pasta afirmou que o programa foi “modernizado” e “otimizado”, mas que os conteúdos essenciais permanecem intactos, incluindo treinamento em direitos constitucionais, protocolos de abordagem e uso proporcional da força.
O episódio intensifica pressões por maior supervisão do Congresso sobre a agência. Legisladores discutem a possibilidade de ampliar mecanismos de fiscalização interna e revisar os padrões mínimos exigidos para a formação de agentes federais de imigração.
O caso permanece no centro do debate nacional sobre políticas migratórias, equilíbrio entre segurança pública e direitos civis, e a estrutura operacional das agências federais responsáveis pela aplicação da lei nos Estados Unidos.
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