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Revista Brazilian Times # 84
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Funcionária racista da Cinnabon é demitida, mas consegue quase US$ 100 mil em campanha online

A gravação rapidamente se espalhou pelas redes sociais, gerando repúdio e pressionando a empresa por respostas. A Cinnabon confirmou que a funcionária foi demitida pelo proprietário da franquia, classificando o comportamento como “totalmente inaceitável”.

DA REDAÇÃO

Um ataque racista dentro de uma unidade da Cinnabon, no Bay Park Square Mall, em Ashwaubenon (Wisconsin), provocou indignação nacional e reacendeu o debate sobre discurso de ódio e recompensas financeiras em episódios de viralização online. Uma funcionária da rede atacou verbalmente um casal somali — muçulmano e negro — depois que eles pediram apenas caramelo extra em seu pedido. O episódio, registrado em vídeo pelos clientes, mostra a mulher usando insultos racistas, zombando do sotaque dos dois e declarando-se “orgulhosamente racista”.

A gravação rapidamente se espalhou pelas redes sociais, gerando repúdio e pressionando a empresa por respostas. A Cinnabon confirmou que a funcionária foi demitida pelo proprietário da franquia, classificando o comportamento como “totalmente inaceitável”.

O casal, abalado pelo ataque, criou uma vaquinha para custear apoio jurídico e psicológico. Apesar da repercussão nacional, a campanha teve arrecadação limitada.

Em contraste, apoiadores da ex-funcionária lançaram uma campanha paralela em um site de financiamento coletivo de perfil conservador. A iniciativa ganhou impulso imediato: usuários alegavam que ela havia sido “punida injustamente” e deveria ser recompensada por “se posicionar”.

Em poucos dias, a campanha de apoio à racista ultrapassou o valor de US$ 95,700, surpreendendo observadores que acompanhavam o crescimento simultâneo das duas vaquinhas.

Impulsionada pelo dinheiro recebido, a ex-atendente divulgou que está “se aposentando”, alegando que a quantia arrecadada lhe permitirá abandonar o mercado de trabalho. A decisão gerou ainda mais controvérsia, levantando questionamentos sobre como episódios de racismo registrados em vídeo podem transformar seus protagonistas em beneficiários financeiros — enquanto as vítimas muitas vezes recebem menos apoio.

O caso expôs, novamente, a dinâmica de polarização online: enquanto o ataque racista recebeu forte condenação, grupos ideologicamente alinhados à ex-funcionária mobilizaram-se rapidamente para protegê-la e recompensá-la. Especialistas apontam que episódios assim mostram como a economia das redes sociais pode inverter incentivos, permitindo que comportamentos discriminatórios gerem lucro para quem os pratica.

O casal somali afirmou que continuará buscando apoio emocional e jurídico. Já a Cinnabon reiterou o compromisso em manter um ambiente seguro e inclusivo para todos os clientes.

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