Publicidade

Publicidade

edição ma

Edição MA 4392

Última Edição #4392

Edição MA 4392

BT MAGAZINE

Revista Brazilian Times # 86
Última Edição #86

Governadora de Massachusetts cobra transparência do ICE sobre prisões de imigrantes no estado

Healey afirma que as operações têm causado impactos diretos na segurança e na confiança das comunidades

A governadora de Massachusetts, Maura Healey, enviou uma carta ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) e à direção do Immigration and Customs Enforcement (ICE) exigindo transparência total sobre as prisões e detenções realizadas no estado desde janeiro de 2025.

No documento enviado à ex-secretária do DHS, Kristi Noem, e ao diretor interino do ICE, Todd Lyons, Healey pede que a agência federal forneça dentro de uma semana informações completas sobre todas as pessoas presas em Massachusetts, incluindo identidade, base legal da prisão, situação do caso, local de detenção, jurisdição do tribunal e datas de audiências.

A governadora questiona ainda a narrativa recorrente do ICE de que as operações têm como alvo “os piores criminosos”. Segundo ela, dados públicos da própria agência indicam que a maioria das pessoas presas no estado não possui histórico criminal.

“Muitos dos que foram detidos são membros de longa data das nossas comunidades — pais, cuidadores e trabalhadores — cuja detenção repentina deixa suas famílias em crise”, afirmou Healey na carta. “Isso tem consequências profundas para seus filhos, famílias e para a comunidade de Massachusetts.”

Operações resultaram em milhares de prisões

De acordo com dados divulgados pelo próprio ICE, uma operação realizada em maio de 2025, chamada “Operation Patriot”, resultou em 1.461 prisões em Massachusetts. Desse total, 46% das pessoas detidas não tinham acusações ou condenações criminais.

Uma segunda operação, realizada em setembro de 2025 e chamada “Operation Patriot 2.0”, levou à prisão de 1.406 pessoas, sendo que aproximadamente 57% também não possuíam histórico criminal.

Apesar desses números, a governadora afirma que o ICE divulgou informações públicas sobre apenas uma pequena parte dos casos, dificultando a verificação por parte das autoridades estaduais.

Casos que geraram preocupação

Na carta, Healey também menciona situações específicas que chegaram ao conhecimento do governo estadual, incluindo:

  • um estudante de 18 anos, sem antecedentes criminais, preso enquanto dirigia para um treino de vôlei;

  • uma mãe de uma criança quadriplégica, detida enquanto ia para o trabalho, mesmo com pedido de asilo em andamento;

  • um pai preso em seu local de trabalho, sem histórico criminal conhecido, transferido para outro estado longe dos filhos;

  • um jovem detido do lado de fora de um mercado em uma “prisão colateral”, apenas por estar próximo de outra pessoa investigada;

  • um pai que vivia há mais de 20 anos nos Estados Unidos, detido e transferido para outro estado, deixando para trás dois filhos cidadãos americanos.

Segundo a governadora, a administração estadual não conseguiu verificar completamente os detalhes desses casos, justamente pela falta de informações fornecidas pelo ICE.

Impactos nas comunidades

Healey afirma que as operações têm causado impactos diretos na segurança e na confiança das comunidades, citando relatos de crianças faltando à escola, trabalhadores deixando de ir ao trabalho, pacientes perdendo consultas médicas e moradores evitando procurar autoridades mesmo quando são vítimas ou testemunhas de crimes.

Propostas para limitar ações do ICE

Diante da situação, a governadora apresentou propostas legislativas para impedir operações de imigração em locais sensíveis, como:

  • tribunais

  • escolas

  • creches

  • hospitais

  • locais de culto

Além disso, ela assinou uma ordem executiva determinando que agentes federais apresentem mandados judiciais para entrar em áreas não públicas de instalações estaduais, além de limitar o uso de recursos do estado em ações de imigração civil e restringir a participação em acordos federais de cooperação migratória conhecidos como 287(g).

A governadora afirmou que o objetivo é garantir proteção às famílias e evitar que a aplicação das leis de imigração interfira no acesso da população à educação, saúde e serviços públicos essenciais.

📱 Baixe o app Brazilian Times — Grátis

Publicidade

Brazilian Times
Brazilian Times
Grátis · Google Play
BAIXAR
×