A governadora de Massachusetts, Maura Healey, pediu oficialmente que a empresa Signature Aviation deixe de apoiar voos de deportação operados pelo U.S. Immigration and Customs Enforcement a partir do aeroporto Hanscom Field.
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Governadora de Massachusetts pede fim de voos de deportação do ICE a partir do aeroporto Hanscom Field
A governadora de Massachusetts, Maura Healey, pediu oficialmente que a empresa Signature Aviation deixe de apoiar voos de deportação operados pelo U.S. Immigration and Customs Enforcement a partir do aeroporto Hanscom Field.
Em uma carta enviada ao CEO da empresa, Tony Lefebvre, Healey solicitou que a Signature Aviation rompa imediatamente qualquer relação operacional com o ICE relacionada a voos de deportação. Segundo a governadora, a empresa atualmente presta serviços essenciais para que essas operações ocorram, como coordenação com operadores de charter, abastecimento de aeronaves e facilitação de acesso ao campo de pouso e à pista.
Na carta, Healey criticou duramente a atuação da empresa e afirmou que ela tem uma escolha a fazer:
“Vocês podem continuar lucrando com táticas ilegais do ICE que estão privando pessoas do devido processo legal e separando pais de seus filhos, ou podem ficar ao lado das comunidades que dizem servir.”
Papel da empresa nos voos de deportação
De acordo com o governo estadual, a Signature Aviation é o único operador de base fixa (FBO) que atualmente facilita voos charter do ICE no aeroporto Hanscom Field. Isso significa que a empresa fornece a infraestrutura e o suporte logístico que tornam essas operações possíveis.
Entre os serviços prestados estão:
- coordenação de serviços para aeronaves charter
- abastecimento de combustível
- acesso à pista e às áreas restritas do aeroporto
- suporte logístico para decolagens e pousos
Segundo a governadora, sem a participação da empresa, o ICE não conseguiria realizar voos privados de deportação a partir do aeroporto.
Críticas às operações do ICE
O governo estadual afirma que as ações do ICE em Massachusetts e em outras partes dos Estados Unidos têm gerado medo generalizado em comunidades de imigrantes e levantado preocupações sobre violações de direitos constitucionais e do devido processo legal.
Dados públicos da própria agência indicam que a maioria das pessoas detidas em Massachusetts no último ano não possuía antecedentes criminais, o que reforça as críticas de que as ações estariam sendo realizadas de forma indiscriminada.
Pressão crescente do governo estadual
A carta enviada à Signature Aviation é a segunda iniciativa recente da governadora para pressionar o ICE.
Na semana anterior, Healey também enviou uma carta à secretária do U.S. Department of Homeland Security, Kristi Noem, e ao diretor interino do ICE, Todd Lyons, exigindo transparência sobre prisões e detenções de imigrantes em Massachusetts.
Ela solicitou informações detalhadas sobre:
- quem está sendo detido
- qual a base legal das prisões
- onde essas pessoas estão sendo mantidas
Novas medidas contra operações do ICE
Além das cartas, Healey anunciou outras ações relacionadas ao uso do Hanscom Field para deportações. Entre elas:
- pedido para que o ICE suspenda voos de deportação a partir do aeroporto
- pressão para que companhias aéreas privadas deixem de fornecer aeronaves charter para deportações
- proposta de legislação que proíbe operações do ICE em locais considerados sensíveis, como:
- tribunais
- escolas
- creches
- hospitais
- locais de culto religioso
A governadora também assinou uma ordem executiva que exige mandados judiciais para entrada em áreas não públicas de instalações estaduais e limita o uso de recursos do estado para ações de fiscalização migratória civil.
Debate nacional sobre imigração
A disputa em Massachusetts reflete um debate maior nos Estados Unidos sobre o papel das autoridades estaduais e locais na cooperação com políticas federais de imigração. Enquanto críticos defendem que as ações do ICE violam direitos civis e afetam comunidades inteiras, apoiadores afirmam que a agência cumpre um papel essencial na aplicação das leis de imigração do país.
O caso agora coloca pressão direta sobre empresas privadas do setor de aviação que participam da logística dessas operações.
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