Dois imigrantes que estavam detidos pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) morreram na última segunda-feira em unidades diferentes, uma na Flórida e outra em Indiana. As informações foram divulgadas posteriormente por meio de comunicados oficiais. Segundo as autoridades, ambos foram encontrados inconscientes e as causas das mortes ainda estão sendo apuradas.
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ICE confirma duas mortes sob custódia na Flórida e em Indiana no mesmo dia
Dois imigrantes que estavam detidos pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) morreram na última segunda-feira em unidades diferentes, uma na Flórida e outra em Indiana. As informações foram divulgadas posteriormente por meio de comunicados oficiais. Segundo as autoridades, ambos foram encontrados inconscientes e as causas das mortes ainda estão sendo apuradas.
Um dos casos envolve Jairo Garcia-Hernandez, guatemalteco de 27 anos, que faleceu às 2h01 da manhã no Larkin Community Hospital, em Miami. De acordo com o ICE, ele passou mal, desmaiou e não resistiu. O órgão informou ainda que o detento apresentava histórico de complicações médicas graves e estava com o sistema imunológico comprometido após ter sido hospitalizado com febre no início do ano.
Garcia-Hernandez havia sido preso em Nova York, em 2023, por acusações como porte ilegal de arma e falsa identidade ao se passar por policial. Em 2024, foi condenado por duas acusações relacionadas a armas e liberado após cumprir pena. Em janeiro de 2025, voltou a ser abordado pela polícia, que acionou as autoridades federais, resultando em sua transferência para custódia imigratória.
Poucas horas depois da primeira morte, Lorth Sim, cidadão cambojano de 59 anos, foi encontrado desacordado em sua cela no Miami Correctional Facility, em Indiana. Ele foi declarado morto às 7h10 da manhã, mesmo após tentativas de reanimação feitas por funcionários e equipes de emergência. A causa da morte também segue sob investigação.
Sim chegou aos Estados Unidos como refugiado em 1983 e obteve residência permanente em 1986. Segundo o ICE, ele possuía antecedentes por conduta desordeira, exposição indecente e furto, além de ter recebido ordem de deportação em 2006. Ele voltou a ser detido em dezembro de 2025 e transferido para a custódia federal no mês seguinte.
O ICE informou que comunicou os órgãos de fiscalização competentes e o consulado do Camboja, conforme exigido, e reiterou seu compromisso com a manutenção de condições seguras e humanas para os detidos. A agência afirmou ainda que todos passam por avaliação médica nas primeiras 12 horas após a chegada e têm acesso a atendimento emergencial 24 horas por dia.
Os casos se somam a outras mortes registradas sob custódia do ICE neste ano. Dados oficiais indicam que quatro detentos faleceram entre 3 e 9 de janeiro. Em 2025, ao menos 30 mortes foram registradas em centros de detenção da agência — o maior número anual em duas décadas.




