Publicidade

Publicidade

edição ma

Edição MA 4382

Última Edição #4382

Edição MA 4382

BT MAGAZINE

Revista Brazilian Times # 84
Última Edição #84

Mulher imigrante é presa pelo ICE após ser acusada de votar ilegalmente em duas eleições federais nos EUA

Segundo informações divulgadas pelo Departamento de Segurança Interna (DHS) e pelo Departamento de Justiça (DOJ), Denise Nataly Migliore, de 51 anos, residente em Franklinton, no estado da Louisiana, foi indiciada por um grande júri federal sob quatro acusações relacionadas à falsa declaração de cidadania e ao voto ilegal em eleições federais. As investigações foram conduzidas pelo Homeland Security Investigations (HSI), divisão investigativa do ICE, em conjunto com o FBI.

Da redação

Uma cidadã australiana residente nos Estados Unidos foi presa por agentes do Departamento de Imigração e Alfândega (ICE, sigla em inglês) após ser acusada de se registrar ilegalmente como eleitora e votar em duas eleições federais americanas, mesmo sem possuir cidadania dos Estados Unidos. O caso voltou a colocar em evidência a fiscalização sobre a participação de não cidadãos no processo eleitoral e as penalidades previstas pela legislação federal.

Segundo informações divulgadas pelo Departamento de Segurança Interna (DHS) e pelo Departamento de Justiça (DOJ), Denise Nataly Migliore, de 51 anos, residente em Franklinton, no estado da Louisiana, foi indiciada por um grande júri federal sob quatro acusações relacionadas à falsa declaração de cidadania e ao voto ilegal em eleições federais. As investigações foram conduzidas pelo Homeland Security Investigations (HSI), divisão investigativa do ICE, em conjunto com o FBI.

De acordo com a acusação, Migliore era residente permanente legal (portadora de green card), mas teria declarado falsamente ser cidadã americana ao preencher seu registro eleitoral em outubro de 2022 e novamente em outubro de 2024. As autoridades afirmam que, após essa declaração, ela votou nas eleições federais realizadas em novembro de 2022 e novembro de 2024, apesar de a legislação americana restringir esse direito exclusivamente a cidadãos dos Estados Unidos.

A australiana foi presa no dia 1º de julho no tribunal federal de Nova Orleans e poderá responder pelos crimes de declaração falsa para registro eleitoral e votação ilegal em eleição federal. Se for condenada, a pena máxima pode chegar a cinco anos de prisão, além de liberdade supervisionada, multa de até US$ 250 mil e, posteriormente, processo de deportação.

Em nota divulgada nas redes sociais, o DHS reforçou que apenas cidadãos americanos podem participar das eleições federais e afirmou que estrangeiros que votarem ilegalmente poderão ser presos, processados criminalmente e deportados. A declaração faz parte de uma política anunciada pelo governo para intensificar a cooperação entre autoridades eleitorais e órgãos federais de imigração na identificação de registros irregulares.

O caso de Migliore não é isolado. Nos últimos meses, o Departamento de Justiça anunciou outras condenações envolvendo não cidadãos acusados de votar ilegalmente. Em junho, três estrangeiros admitiram participação em eleições federais apesar de não possuírem cidadania americana. Entre eles estavam um haitiano, um cubano e um brasileiro identificado como Moises Lima Jr., residente permanente legal desde 2024, que confessou ter votado na eleição federal daquele ano.

Em outro processo divulgado anteriormente, um cidadão canadense foi condenado por ter votado ilegalmente em diversas eleições federais na Carolina do Norte após declarar falsamente ser cidadão americano. Segundo o Departamento de Justiça, ele participou de nove eleições entre 2004 e 2024 antes da fraude ser descoberta.

O episódio também reacendeu o debate político sobre segurança eleitoral nos Estados Unidos. Autoridades federais e parlamentares favoráveis ao endurecimento das regras voltaram a defender a aprovação do chamado SAVE America Act, projeto que busca ampliar mecanismos de comprovação de cidadania para o registro de eleitores. Já críticos da proposta afirmam que mudanças dessa natureza podem dificultar o acesso ao voto para eleitores legalmente habilitados, mantendo vivo um debate que continua dividindo o cenário político americano.

 

📱 Baixe o app Brazilian Times — Grátis

Publicidade

Deixe um comentário

Brazilian Times
Brazilian Times
Grátis · Google Play
BAIXAR
×